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Mulheres são apenas 12% do mercado de engenharia: como reverter esse quadro?

Notícia postada em 28 de setembro de 2017, às 10h21


De 2011 a 2017, o número de mulheres engenheiras saltou de 8.413 para 11.405, segundo dados do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Paraná (Crea-PR). No entanto, o crescimento não foi suficiente para equilibrar a balança. Atualmente, são quase 80 mil profissionais homens registrados no conselho, que correspondem a 87,5% de todo o mercado.

Para começar a reverter esse cenário, ações vêm sendo tomadas pelo setor. Um exemplo é o Comitê Mulheres, iniciado este ano pelo Crea-PR. A criação do comitê representa um dos passos necessários para superar limitações como a diferença salarial e as posições de trabalho entre homens e mulheres, conforme apontou o sétimo episódio da websérie do projeto “Uma nova engenharia para um novo Brasil”. Confira abaixo mais algumas medidas essenciais para ampliar a atuação das mulheres nas engenharias:

Mudança de conceitos

De acordo com as entrevistadas da websérie, a engenharia é classicamente conhecida como uma área de atuação masculina e as mulheres ainda sofrem preconceitos ao optarem pela profissão. “A aluna de engenharia relata que precisa ser séria, mais séria do que seria em qualquer outro curso, caso contrário teme ser rejeitada”, aponta a professora assessora do presidente da mantenedora do Grupo Unibrasil, Wanda Camargo. Para solucionar essa disparidade, é necessário reforçar o potencial feminino. “Na maior parte das vezes, as mulheres se capacitam mais, estudam mais, então, para vencermos esses preconceitos, precisamos nos sobrepor a eles”, indica a engenheira civil do Crea-PR, Margolaine Giacchini.

Estrutura

Segundo Margolaine, a maioria dos locais de trabalho não é adequada para algumas necessidades femininas, como em casos de período de amamentação dos filhos, por exemplo. “Os locais foram planejados por homens e para homens”, destaca. Isso se reflete nos dados que indicam uma maior participação das mulheres na área acadêmica. “Tradicionalmente a mulher tem procurado esse setor por conta da flexibilidade de horários, além da possibilidade de conciliar melhor a vida profissional com a pessoal”, complementa Wanda.

Aumento do nível educacional

Para Wanda, a igualdade entre homens e mulheres pode vir de um processo educativo mais abrangente e de qualidade – evitando não só problemas de formação, mas também de entendimento. “O Brasil é um país muito carente em educação, precisamos de pessoas com maior capacidade de compreensão para mudarmos esse cenário”, ressalta.

Para saber mais sobre o assunto, assista ao debate sobre “Participação Feminina na Engenharia”, que foi tema da última websérie do projeto “Uma Nova Engenharia para um Novo Brasil”. Para conferir a programação completa, clique aqui. O oitavo episódio será no dia 9 de outubro, às 16h45, com o tema “Infraestrutura e logística por um Brasil mais competitivo”.

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