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Plano de Arborização define 77 espécies para Maringá

6 de novembro de 2018, às 15h38


Imagem ilustrativa para Plano de Arborização define 77 espécies para Maringá

O Plano Gestor de Arborização Urbana de Maringá está em desenvolvimento desde março e 2017 e seria finalizado em um ano, mas o prazo foi prorrogado até março de 2019. Porém, a prefeitura quer terminar o PGAU até dezembro. É que a demora na elaboração do documento se deve a complexidade dos estudos. Entre os avanços mais recentes, está a escolha das 77 espécies nativas para serem plantadas na cidade. A definição ocorre para mais de 2.300 ruas e avenidas do município. A comissão que elabora o Plano é formada por sete grupos, que totalizam quase 40 especialistas de várias formações (Engenheiros Civis, Florestais e Agrônomos, Geógrafos, Biólogos e Arquitetos).

Além da prefeitura, o Plano contra com o trabalho de voluntários de órgãos e instituições de ensino, como do Conselho de Engenharia e Agronomia do Paraná, Emater, Funverde, Universidade Estadual de Maringá, Associação Comercial e Empresarial de Maringá, Unicesumar, Uningá, Copel e Sanepar. Pelo Crea-PR, a demanda pelo PGAU é acompanhada desde 2012, quando a entidade reforçou à prefeitura a análise feita no Censo da Árvore. A pesquisa de 2004/2005 apontou que 35% das árvores de Maringá, das 108 mil catalogadas no levantamento, precisavam de um manejo urgente porque estavam doentes. Atualmente, a cidade tem cerca de 190 mil árvores.

Nesta semana o secretaria e Meio Ambiente e Bem-estar Animal de Maringá explicou que quer antecipar a finalização do Plano Gestor de Arborização Urbana porque dois grupos já concluíram os estudos e os demais, estão bem adiantados. Sobre o grupo espécies, o PGAU já prevê o plantio de 77 espécies nativas na cidade. Na lista estão Cabreúva, Louro-Pardo, Aldrago, Ipê-roxo e Manacá-Da-Serra. Segundo o engenheiro florestal da Sema, Maurício Sampaio,  hoje 40% das árvores plantadas são Sibipiruna e 20% Tipuana.  No novo Plano, nenhuma espécie vai ultrapassar 5% de plantio porque não existe uma única espécie adequada para toda a cidade, por isso a diversificação.

Outra novidade é que das 624 árvores que caíram em 2018 em Maringá, em decorrência de temporais ou não, foram plantadas 2.476 mudas, de acordo com o estudo do PGAU. Além disso o projeto vem priorizando a diversificação de espécies indicadas como adequadas para aquela região da cidade, de acordo com o tipo de calçada da rua ou avenida. No Viveiro Municipal, a Semusp informou que as mudas também estão sendo escolhidas seguindo as primeiras definições do novo Plano Gestor de Arborização Urbana de Maringá.

O Engenheiro Agrônomo Osvaldo Danhoni é o representante do Crea-PR na comissão. Ele participa do grupo de legislação, responsável por criar uma lei municipal que assegure a aplicação do plano pelos gestores de Maringá. Danhoni diz que o estudo é complexo porque o projeto tem que prever tudo, plantio, poda, corte e até destinação dos resíduos das árvores retiradas. “O Plano é inédito, diferente de tudo que já foi feito em outros municípios, elaborado para atender as necessidades de arborização de Maringá”. Ele também reforçou que o PGAU vai ajudar o município a economizar. É que em 2017 foram pagos R$ 437 mil em indenizações por queda de árvores e neste ano até outubro, R$ 322 mil. Os pedidos são de moradores que tiveram residências ou veículos atingidos.

Outras frentes de trabalho sãos os grupos: histórico (que levanta os eventos relacionados a arborização no município), diagnóstico (responsável pela montagem de um banco de dados georreferenciados da arborização e pelo novo Censo da Árvore iniciado em janeiro), educação ambiental (que vai planejar e elaborar ações de conscientização sobre o tema), matéria prima (avalia o correto uso dos materiais gerados pela arborização) e cadastros (que terá que integrar o sistema de dados dos serviços de arborização com o 156).

 

Foto: Rodrigo Vieira (FreeImages)

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