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Em cinco anos, número de mulheres Engenheiras cresce no Paraná

4 de dezembro de 2018, às 11h06


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O número de mulheres Engenheiras cresceu significativamente nos últimos cinco anos, segundo dados do Crea-PR. Em Londrina, a campeã do Estado no que se refere ao aumento feminino nas Engenharias, e nas outras cinco cidades abrangidas pela regional – Santo Antônio da Platina, Cornélio Procópio, Bandeirantes, Jacarezinho e Ibaiti, o aumento foi de 43%. Em 2014, elas eram 610; hoje, são 870. A mesma evolução se repete em nível estadual. Nos últimos cinco anos, houve crescimento de cerca de 30%. O Paraná conta, atualmente, com 11.047 profissionais atuantes em todas as modalidades de Engenharia.

Para a suplente de Conselheira no Crea-PR e Engenheira de Segurança do Trabalho, Elizandra Sartori, da Asengest, a mulher tem conquistado espaço nas áreas que, historicamente e culturalmente, se tornaram predominantemente masculinas. “A mulher começou a atuar lado a lado com os homens e tem recebido o apoio deles em relação à equidade de gênero. O que vejo, tanto na minha atuação, quanto nas colegas de profissão, é que existe hoje maior acessibilidade para exercermos as atividades, seja no campo, no canteiro de obras ou na indústria”, explica.

Esse crescimento vem sendo expressivo em algumas modalidades específicas. Começando pela Engenharia Civil, em segundo lugar a Agrônoma e, em seguida, a Engenharia de Segurança do Trabalho, gerando um grande aumento a nível estadual. Apesar dos avanços, Elizandra afirma que ainda existe disparidade de salários em relação ao gênero. No mercado de trabalho, mulheres costumam ganhar menos que os homens, mesmo exercendo as mesmas funções. “Temos levantado essas questões frequentemente dentro do Crea-PR, no mercado e nas instituições de ensino. A nossa profissão é técnica, não precisamos de força física, portanto, não há nenhum demérito ou justificativa para salários menores”, argumenta.

Apesar da procura crescente de mulheres pelas profissões das Engenharias, os homens ainda são maioria, representando uma proporção média de 85% para 15% em todas as atividades. Por este motivo, o Crea-PR visa sempre incentivar o ingresso das mulheres nas graduações e pós-graduações com ações pontuais em instituições de ensino.

Desde o início de 2017, o Crea-PR conta com o Comitê Mulheres, cujo objetivo é fomentar o aumento da participação feminina nas decisões e em tudo que envolve o sistema Confea/Crea e as profissões da Engenharia, Agronomia e Geociências.

“Além de mostrarmos a força da mulher no mercado, precisamos do apoio das mídias e da sociedade. É necessário mostrar que existem mulheres atuantes e competentes”, aponta Elizandra. “Nesse sentido, o Crea-PR vem realizando eventos e ações para fortalecer a rede dessas profissionais”, completa.

Atualmente o Comitê Mulheres é coordenado pela Engenheira Agrônoma Márcia Laino, que, neste segundo semestre, tem liderado o trabalho do grupo na produção de uma  campanha contra o assédio no canteiro de obras, com previsão de lançamento para o ano que vem.

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