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Disponível em <https://www.crea-pr.org.br/ws/anuidade-pra-que/>.
Acesso em 17/08/2022 às 22h05.

Anuidade pra quê?

Recentemente publicamos um artigo em nosso LinkedIn falando sobre a importância da anuidade, forma do profissional investir no órgão que garante a segurança do exercício da sua atividade.

30 de junho de 2021, às 17h24 - Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

Se você parou para ler esse artigo, é porque você já deve ter se feito essa pergunta. A proposta desse texto – longe de trazer respostas prontas ou de querer convencer alguém sobre um determinado ponto de vista – é promover essa reflexão. Podemos partir do ponto que no Brasil, o exercício das profissões, ofícios ou trabalhos é livre, conforme prevê o artigo 5º da Constituição Federal, em seu inciso XIII – conforme a aptidão e interesse de cada brasileiro. Isso, salvo os ofícios que a lei impuser alguma restrição. Ou seja, segundo a Constituição, o ato de escolher com o que cada um quer trabalhar é um direito individual e inviolável.

Porém, a lei também deixa explícito que a liberdade de escolha pessoal é diferente da liberdade do exercício da atividade, isso porque para que algumas profissões sejam exercidas, há pré-requisitos também regrados pela legislação nacional. Atualmente, são reconhecidas no Brasil cerca de 2.700 profissões, de acordo com a tabela de Classificação Brasileira de Ocupação (CBO). Desse total, 68 são regulamentadas – como são as profissões ligadas ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) – sob a lei 5.194/66.

Além de criar essas exigências, a lei criou um órgão para controlar a segurança do exercício da profissão – que é o sistema Confea-Crea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia).

E por que algumas profissões são regulamentadas enquanto outras não?

Porque algumas são livres, sem conselhos para acompanhar seu exercício e, consequentemente, sem anuidade, e outras precisam pagar? Porque há uma compreensão legal de que algumas profissões requerem alguns padrões quanto à sua formação e atuação e que essas exigências devem ser fiscalizadas e acompanhadas para se ter a confiança e a credibilidade na entrega do serviço. E esse acompanhamento da regração do mercado tem um custo. Se sua profissão é regulamentada é porque há uma compreensão da legislação nacional de que é necessário ter um órgão que garanta que você, que atua de forma correta, terá seus direitos salvaguardados. “O pagamento da anuidade é a forma que o profissional remunera o serviço público de garantia de seu exercício profissional reservado. A lei determina que quem vai sustentar esse serviço público são os profissionais da área, por meio da anuidade e outras taxas”, explica o superintendente do Crea-PR, Celso Roberto Ritter.

A própria comunidade vem percebendo o valor da entrega de algumas profissões regulamentadas e tem denunciado, quando suspeita de desrespeito a regras que podem valer vidas. Em Curitiba, por exemplo, houve um aumento de quase 400% no número de denúncias feitas ao Crea-PR no primeiro quadrimestre de 2021, em comparação ao mesmo período de 2020 – a maioria na área de Engenharia Civil, por conta de reformas e obras novas. Em 2020, de janeiro a abril, foram registradas 59 denúncias, contra 289 denúncias em 2021.

Isso revela o quanto as pessoas estão atentas à necessidade do respeito ao estudo, à ciência e ao ordenamento das áreas de atuação das profissões, e o quanto essas premissas trazem benefícios à segurança e à vida. Numa reforma, por exemplo, o orçamento mais barato com um profissional que não tenha a formação exigida por lei pode sair bem mais caro até o final da obra. Sem conhecimento técnico, o contratado pode superdimensionar o material e pode haver desperdício, ou pior, a obra pode ter riscos de curtos-circuitos, infiltrações, rachaduras e desabamentos. Por meio do conselho e de suas fiscalizações, esses riscos podem ser amenizados. “Com a anuidade, o profissional está remunerando o poder de polícia administrativa das profissões – desempenhado pelo Conselho”, complementa Ritter.

Um dos focos da fiscalização – quando há denúncia ou quando a ação integra o planejamento da área – é a regularização com a participação profissional. Só neste ano, com a fiscalização, o Crea-PR já realizou mais de 3.500 regularizações e registrou quase 200 empresas. São números bastante expressivos.

Os Conselhos – e consequentemente suas anuidades – foram estabelecidos por lei para zelarem pela segurança das profissões e acima de tudo, da sociedade. E para que isso possa de fato acontecer, é necessário acompanhar se o exercício das atividades está sendo realizado por profissionais habilitados – e mesmo se eles estão atuando dentro dos padrões da ética profissional.

Há outros ganhos, além do respeito aos direitos dos profissionais registrados?

Muito além da garantia do registro profissional e das ações que seu conselho desenvolve para assegurar que seus direitos sejam respeitados, a anuidade também torna possível a oferta de cursos e convênios, para que todos possam estar em dia com as principais tendências de carreira. Os engenheiros, agrônomos e geocientistas registrados no Crea-PR podem, por exemplo, acessar a área de cursos on-line no site do Conselho, onde é possível escolher entre 18 cursos criados para apoiar os profissionais no desenvolvimento de suas carreiras.

Se fosse para responder a pergunta inicial de forma bem direta, a afirmação poderia ser esta: para criar ordem no exercício das profissões – no caso do Crea-PR, das áreas das Engenharias, Agronomia e Geociências. Para que o cidadão saiba o que está contratando, com ética, transparência e segurança.

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Comentários

  1. Denis Bueno disse:

    Olá! Não estou exercendo minha profissão como engenheiro e não pretendo exercer no próximo ano. Posso deixar de pagar a anuidade? E quando voltar a exercer a profissão futuramente, voltar a pagar?

    1. Comunicação Crea-PR disse:

      Olá! Claro, Denis.
      Você deve entrar em contato conosco (0800 041 0067) e solicitar a interrupção do seu registro. O sr. deve fazer isso o quanto antes.

  2. Gentil disse:

    Bom dia.

    O não pagamento da anuidade e exercendo atividade caracteriza exercício ilegal da profissão junto ao CREA

    1. Comunicação Crea-PR disse:

      Olá! Não, Gentil, não caracteriza exercício ilegal. A não ser que o registro da empresa tenha sido cancelado, daí caracteriza.

  3. monica gracindo held disse:

    a anuidade deveria valer também caso precisássemos de um afastamento de doença , para provar que tivemos um tempo de serviço p o inss .

    1. Comunicação Crea-PR disse:

      Olá, Monica! Tudo bem? Pedimos que formalize sua sugestão em nosso site (https://creaweb.crea-pr.org.br/…/registrar_denuncia.aspx) para que possamos analisar as possibilidades de implementação.

  4. ANDRÉ HOELDTKE disse:

    A anuidade é a forma de remunerar, mas e as taxas de ART não remuneram o serviço público?

    Creio que é necessário um equilíbrio desses valores de ART, frente ao valor da taxa de anuidade.

    1. Comunicação Crea-PR disse:

      Olá, André! Tudo bem?
      Essa questão de onde é destinado cada valor é complicada de se responder em um comentário. Caso deseje, podemos explicar tudo por e-mail. Você pode entrar em contato através do Fale Conosco! https://www.crea-pr.org.br/ws/fale-conosco.

      Mas, aproveitando o momento, informamos que os valores referentes a anuidade e ART têm como objetivo inicial incrementar as nossas fiscalizações, que a cada ano que passa bate recordes, principalmente com relação ao combate do exercício ilegal da profissão. Isso demonstra o nosso trabalho constante em manter o mercado de trabalho justo e a sociedade segura.

      Com relação ao valor, isso não compete a nós. Essa é uma questão do Conselho Federal, infelizmente.

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