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Acesso em 14/06/2021 às 05h54.

Inspeção periódica em marquises afasta riscos

29 de novembro de 2012, às 18h10 - Tempo de leitura aproximado: 1 minuto

A ausência de legislação que exija laudos técnicos periódicos de edificações que possuem marquises, o ideal é que o intervalo de inspeção e manutenção não ultrapasse dez anos. O alerta é do conselheiro Eguimar Amorin Maciel, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-PR) de Campo Mourão.  “Marquises são estruturas de proteção aos transeuntes e à construção contra as ações da chuva e insolação, por isso devem ser inspecionadas regularmente para evitar riscos”, justifica ele.

Segundo Maciel, Campo Mourão possui edificações antigas que precisam de reparos, pois a ação do tempo provoca corrosão da armadura, infiltrações e perda de resistência, podendo levar a estrutura a ruir. Somado a este fator, há locais onde as marquises servem de apoios a letreiros e outdoor. “As placas e painéis podem esconder a real situação da marquise, além de sobrecarregar as estruturas com o peso”, diz Maciel.

De acordo com o conselheiro, Campo Mourão carece de uma lei municipal que regulamente os trabalhos de manutenção, a exemplo de Maringá, cujo projeto de lei complementar 1374/12, em tramitação na câmara, prevê vistorias técnicas em edificações e elaboração de laudos técnicos feitos por profissionais habilitados no CREA/PR. Aprovado por unanimidade pelos vereadores, o projeto aguarda sanção do prefeito Silvio Barros (PP) ainda em dezembro para entrar em vigor.

Mais do que manter a estrutura do prédio conservada, a inspeção e o reparo regular das marquises previnem desabamentos e riscos aos pedestres. “Junto com a fiscalização realizada anualmente pelo Corpo de Bombeiros para licença de funcionamento das edificações, deveria ser exigido de forma complementar um laudo técnico sobre as marquises para evitar queda da estrutura, bem como incêndios”, sugere Maciel.

O Corpo de Bombeiros atua em casos de riscos iminentes. Segundo capitão Leandro José Calegari, comandante do Corpo de Bombeiros de Campo Mourão, manutenções e vistorias estruturais não fazem parte das fiscalizações preventivas a risco de incêndios. No entanto, quando verificados casos especiais, engenheiros da prefeitura são acionados.

Por Fernanda Bertola (Textual Comunicação) – Regional Maringá


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