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Engenheiros atuam no controle preventivo de escorpiões

22 de março de 2019, às 15h58


Em 2018 ocorreram 141.400 acidentes envolvendo escorpiões no Brasil, mas o número de mortes causadas pelo aracnídeo ainda não foi divulgado pelo Ministério da Saúde. Em 2017, foram 88 vítimas e, em 2016, 115. No Paraná, no ano passado, foram 3.144 acidentes com o animal e até março deste ano, são 456 casos registrados. Uma forma de fazer o controle de pragas como o escorpião é a desinsetização, feita por Engenheiros Agrônomos ou Químicos, especialistas na área, com inseticida autorizado na Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Na Regional Maringá do Crea-PR , são 21 empresas habilitadas que contam com responsável técnico para prestação desse tipo de serviço. Em todo o estado, são 99 estabelecimentos registrados.

No controle preventivo, o profissional de Engenharia avalia a área e identifica as espécies de pragas presentes. Segundo o Engenheiro Agrônomo Evandro Zibordi Ramalho, é a partir dessa análise que o procedimento é adotado. “A desinsetização é um serviço que ocorre em locais onde as pessoas transitam, como residências e empresas, por isso é preciso ter cuidados com a saúde humana. Para cada inseto ou aracnídeo, existe uma quantidade específica de produto. Não é a mesma dosagem para todos, porque os animais se tornam resistentes a determinados tipos de veneno”, ressalta.

Ele ainda destaca que a execução de um serviço correto respeita todas as características dos produtos, inclusive sua permanência nos ambientes. Segundo ele, após a desinsetização, “a validade do produto é pré-determinada de acordo com o local. Em residências, pode durar de 90 até 120 dias, já em empresas, como restaurantes, de 20 a 30 dias, porque a frequência de limpeza elimina o produto de forma mais rápida”.

O controle de pragas urbanas, entretanto, não é responsabilidade apenas das dedetizadoras. A tarefa também é da população e do poder público. Em Maringá, a prefeitura afirma que não aplica veneno contra escorpiões nas redes de esgoto e galerias da cidade, por causa da baixa eficácia da desinsetização. De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Vagner de Oliveira, o controle de pragas é feito somente contra formigas (formigueiros) e cupins (cupinzeiros). Segundo a secretaria Municipal de Saúde, desde o início do ano foram registrados 14 acidentes com escorpiões na cidade.

Para o Engenheiro Agrônomo Eslauco César Dforanen os inseticidas são sim eficientes no combate aos escorpiões, quando a aplicação é feita por profissionais e empresas especializadas no controle de pragas. A dedetizadora dele, por exemplo, adotou três produtos aprovados pela Anvisa para o combate de escorpiões. Ele ainda explica que o escorpião é muito sensível a uso errado do produto. “Além de não matar o animal, faz com que saia dos esconderijos, o que aumenta o risco de ataques.” É importante destacar que as empresas do segmento precisam ser registradas no Crea-PR, o que garante a participação de um responsável técnico habilitado no serviço.

Curiosidades

Junto com as cobras, o escorpião é o animal que mais causa mortes por inoculação de veneno. Os aracnídeos se alimentam de baratas, grilos, cupins e outros insetos. E o animal consegue sobreviver mais de 6 meses sem comer.  O escorpião-amarelo só reage ao toque, para se defender. Por isso, quando o animal for visualizado, a orientação é matá-lo com segurança. Uma maneira é cortar o aracnídeo ao meio, pois o escorpião pode ficar imóvel por horas, aparentando estar morto. O calor e a umidade contribuem para o aparecimento de escorpiões, e o processo de infestação ocorre de forma rápida. O escorpião é capaz de gerar de 2 a 4 crias por ano, com 20 filhotes em média, podendo ter mais de 80 filhotes no ano, de uma única fêmea.

Prevenção

As medidas de prevenção são organizar o quintal e mantê-lo limpo; remover entulhos e sobras de construção; fechar frestas e ralos; usar sacos de areias nos vãos das portas e janelas e não deixar resíduos orgânicos expostos. Em caso de picada de escorpião, deve-se procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com urgência, principalmente em caso de crianças, para tomar o soro antipeçonhento disponibilizado apenas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Foto: dedetizadoramais

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