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Fórum aborda novas diretrizes curriculares da Engenharia nesta semana

28 de junho de 2019, às 14h37


Cerca de 150 agentes da comunidade acadêmica e da indústria reuniram-se em Brasília nesta semana, nos dias 25 e 26 de junho, na sede do Conselho Nacional de Educação, para participar do X Fórum de Gestores das Instituições de Educação em Engenharia. Com o tema “Implantação das novas diretrizes curriculares para a Engenharia”, o evento foi realizado pela Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), com apoio do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Além do presidente do Confea, Engenheiro Civil Joel Krüger, também participaram da agenda os conselheiros federais Engenheiro Civil Osmar Barros Júnior, o paranaense Engenheiro Agrônomo Luis Antonio Lucchesi e o Engenheiro Eletricista Jorge Luiz Bitencourt; o presidente do Crea Bahia, Engenheiro Civil Luís Edmundo Prado de Campos, e conselheiros regionais das Comissões de Educação dos Creas.

Homologadas pelo Ministério da Educação em abril, as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) funcionam como guias que orientam a elaboração dos projetos pedagógicos dos cerca de 6 mil cursos de engenharia existentes no Brasil. O processo de construção das novas Diretrizes considerou tendências atuais, como a formação por competências e aprendizagem ativa (as Diretrizes anteriores foram estabelecidas em 2002). O Projeto de Resolução que estabelece as novas DCNs foi fruto de trabalho de uma Comissão que, coordenada pelo Conselho Nacional de Educação, envolveu os setores acadêmico (representados pela Abenge) e empresarial (por meio da Mobilização Empresarial pela Inovação, Fórum da Confederação Nacional da Indústria – MEI/CNI), além do Confea. Nesta semana, todos esses agentes debateram as possíveis formas de avançar na implantação das diretrizes recém-aprovadas.

Vanderli Fava de Oliveira, presidente da Abenge

“Pretendemos sair daqui com uma nova comissão nacional, que gere documentos e ajude na implantação das DCNs. Com esse time todo, acredito que vamos ter muito sucesso em formar mais e melhores engenheiros, de que o Brasil tanto precisa”, afirmou o presidente da Abenge, Vanderli Fava de Oliveira, coordenador-técnico do Fórum. Representante dos estudantes, a presidente da Abenge-Estudantil, Ingrid Reis, entende o Fórum desta semana como uma oportunidade de abertura. “Ouvir os estudantes durante esse processo de adaptação é fundamental”, avaliou, ainda durante a solenidade de abertura.

Ingrid Reis, presidente da Abenge-Estudantil

 

Joel Krüger, presidente do Confea

Para o presidente do Confea, Engenheiro Civil Joel Krüger, alinhamento e ponto de equilíbrio devem nortear os trabalhos da semana, tendo em vista as diversas visões que permeiam a construção das novas Diretrizes. A maior preocupação de Krüger é o sistema de avaliação dos cursos. “Não podemos pensar avaliação como um sistema cartorial e meramente repetitivo. Temos dificuldade de entender a qualidade de certas instituições que têm nota máxima na avaliação”. Para ele, embora a atualização das Diretrizes represente um avanço, ela não garante a qualidade dos profissionais que se formam a cada ano. “O Confea tem a obrigação de proteger a sociedade brasileira. Não podemos deixar que cidadãos sem um mínimo de formação qualificada exerçam engenharia”, afirmou Krüger, que, além de atuar no Sistema Confea/Crea, acumula 34 anos de atividade docente. Os métodos de avaliação dos cursos de ensino superior foram destaque durante a primeira mesa-redonda do Fórum, que ocorreu após a abertura do evento.

Luiz Roberto Liza Curi, presidente do Conselho Nacional de Educação

O protagonismo das Instituições de Ensino

Para o presidente do Conselho Nacional de Educação, Luiz Roberto Liza Curi, embora as novas Diretrizes Curriculares expressem “o que há de mais importante na educação”, elas não descrevem um currículo mínimo. “As DCNs não são um roteiro, uma receita de bolo. Elas indicam questões mais amplas”, afirmou, ao defender que elas devem ser o centro dos projetos pedagógicos das Instituições de Ensino, mas não limitá-los.

Antônio de Araújo Freitas Júnior, presidente da Câmara de Educação Superior do CNE

Da mesma opinião partilha o presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, Antônio de Araújo Freitas Júnior, relator do Projeto de Resolução que estabeleceu as novas Diretrizes Curriculares. “Estamos falando de seis mil cursos em um país continental. Um grupo de sujeitos da minha idade decretar o que deve ser ensinado em Roraima e no Rio Grande do Sul só pode dar errado”, brincou. Freitas defende maior liberdade e responsabilidade para as Instituições de Ensino, de maneira que sejam respeitadas as peculiaridades regionais do país, para que os egressos atendam a demanda de sua comunidade de forma efetiva.

Gianna Sagazio, diretora de Inovação da CNI

De acordo com a diretora de Inovação da CNI, Gianna Sagazio, a participação da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI/CNI) na construção das novas Diretrizes Curriculares foi subsidiada por um Grupo de Trabalho que, em 2015, reuniu lideranças empresariais para desenvolver uma visão do que deveria ser a formação de engenheiros do ponto de vista do mercado. “O documento resultante desse trabalho depois culminou na proposta das DCNs. Mas isso isolado não é suficiente para transformar o Brasil em um país mais inovador e competitivo. As universidades precisam estar engajadas nessa transformação”, defendeu.

Confira aqui a íntegra as palestras do evento.

Fonte: Comunicação Confea

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