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Fórum de Docentes e Discentes discute como liderar a nova geração

8 de agosto de 2019, às 20h15


As profissões do futuro, as relações no mercado de trabalho e a liderança da nova geração em um contexto tecnológico que alterou o comportamento das pessoas. Os desafios para quem está chegando ao mercado e como liderar esses jovens profissionais com um perfil menos autoritário e mais engajador. Esses foram temas discutidos pelo Crea-PR no 26º Fórum de Docentes e Discentes.

Responsável pela palestra “Comunicação Digital e Liderança Millenial”, que aconteceu na tarde desta quinta (08), Ricardo Dória é empreendedor e fundador da empresa Aldeia Coworking, que trabalha com marketing digital, as novas formas de comunicação, gestão e consultoria em liderança, voltada, principalmente, para quem está recebendo a nova geração no mercado de trabalho, a chamada “millenial”, que leva esse nome por ter nascido na virada do milênio.

“Essa geração chega com outra visão de mundo e outra visão de liderança. Não é mais aquele estilo de autoridade. O líder precisa se desdobrar para ter essa galera engajada. A palestra vai abordar essas mudanças que ocorreram no mundo, mudanças no comportamento e o novo perfil dos líderes”, diz Dória.

Engenharia

Essas mudanças impactam a maioria das profissões. Dória lembrou que a grande parte das pessoas que trabalham no Google são Engenheiros. No entanto, o papel deles também passa por mudanças neste novo cenário. “Não é mais apenas o profissional que calcula e chega ao melhor resultado. O engenheiro é responsável por trazer inovação e resolver problemas.”

Para isso, o profissional precisa de um novo perfil, mais colaborativo, com um time aberto aos diálogos, envolvendo todas as pessoas na solução de um mesmo problema.

Tecnologia

Questionado sobre a responsabilidade da tecnologia nas mudanças no mercado de trabalho, o palestrante comparou a pergunta com a “questão do ovo e da galinha”. “As duas coisas acontecem juntas. Conforme a tecnologia vai chegando, as pessoas vão mudando. E também ocorre o contrário, pois a tecnologia se adapta aos novos comportamentos”, explicou.

Segundo Dória, quem está começando a carreira deve “aprender a aprender”. “Mais importante do que saber alguma coisa é ter a capacidade de aprender. Pois, as coisas vão mudar e o que a gente sabe pode se tornar obsoleto muito rápido. Então é fundamental se adaptar e aprender”, ressaltou.

Do outro lado, Dória aconselha o novo líder a descobrir uma formar de manter as pessoas que trabalham na equipe apaixonadas pelo que fazem no dia a dia, algo fundamental para atingir as metas e resultados.

 

A importância do CreaJr na formação de líderes

Um dos painéis do 26º Fórum de Docentes e Discentes do Crea-PR  desta quinta (08) abordou o tema “A importância do CreaJr na formação de líderes”. O Programa CreaJr-PR, criado em 2005, tem como objetivo aproximar os estudantes das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências do Sistema Profissional e viabilizar o conhecimento sobre o órgão regulador da futura profissão, sua estrutura e organização. Também incentiva os futuros profissionais à prática do exercício profissional ético e responsável.

Foi este legado que o Programa deixou para a Engenheira Agrônoma Paula Carolina de Mattos, que participou do CreaJr no período de 2016 a 2018, no Cescage, em Ponta Grossa. “Fui membro dirigente do programa e ele me mostrou a importância de ser uma profissional ética, a conhecer o Sistema, as leis que regem a profissão e, o mais importante, a participar e lutar por melhorias”, diz. Um dos vieses do Programa é o desenvolvimento de lideranças, que apresenta resultados em todo o Estado, a exemplo da Engenheira Paula que integra o quadro colaborativo do Conselho, desempenhando a função de Inspetora.

O Engenheiro Civil Claiton Markus Schlindwein também foi um dos integrantes do painel. Em 2013 ele participou do CreaJR, na Faculdade Assis Gurgacz, em Cascavel, onde foi eleito membro dirigente em uma segunda eleição. “O Programa me oportunizou conhecer novas pessoas, com visões diferentes, além de participar de discussões importantes”, comenta. Segundo ele, outros aprendizados resultaram na melhor postura profissional e na forma de se comunicar. “Foram diversos os benefícios. Assim que me formei entrei na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Marechal Cândido Rondon, onde desempenho atualmente a função de Conselheiro Suplente”, conta.

O Programa CreaJr é aberto a todas as instituições de ensino do Estado, tantos as de nível superior quanto as de nível tecnológico. No Estado, são cerca de 120 instituições de ensino que possuem membros do CreaJr e  6 mil membros corporativos, sendo que 67 são membros dirigentes e representam o CreaJr nas respectivas universidades e faculdades.  Tanto o cadastro quanto as ferramentas online e benefícios oferecidos são gratuitos.

O Engenheiro de Pesca, Ronan Maciel Marcos, que coordena há dois anos o curso de Engenharia de Aquicultura, da Universidade Federal da Fronteira do Sul, também participou do CreaJr em 2008, quando era acadêmico da Unioeste, em Toledo. “Fui o segundo membro dirigente e obtive muito conhecimento com o programa, que me oportunizou ainda novas experiências e contato com profissionais experientes. Certamente minha trajetória profissional tem reflexo do CreaJr”, reforça.

 

Empreendedorismo no Ensino Superior

Um dos destaques da programação do 26º Fórum de Docentes e Discentes foi a mesa-redonda sobre “Empreendedorismo”, com Gabriela Vieira Silva, Engenheira Agrônoma e professora da UniFil, de Londrina, e Osvaldo César Brotto, consultor da Regional Oeste do Sebrae/PR, em Cascavel, que aconteceu na tarde desta quinta-feira (08) para os discentes participantes do evento.

O consultor Osvaldo Brotto falou de uma das linhas estratégicas do Sebrae/PR, de educação empreendedora, que vai do ensino fundamental (com o programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos – JEPP) até ações nas instituições de ensino superior. “O Sebrae tem várias iniciativas com a comunidade escolar. No ensino superior, por exemplo, temos o programa Startup Garage, que tem como objetivo desenvolver estudantes empreendedores em um ambiente de aprendizagem de negócios”, exemplifica.

Para o consultor, a participação na mesa-redonda foi uma oportunidade de mostrar aos jovens dos cursos de Engenharia, Agronomia e Geociências ferramentas para empreender e aproximá-los do ecossistema de inovação. “Além de capacitar os estudantes, é preciso conectá-los ao ecossistema – incubadoras tecnológicas, aceleradoras, investidores-anjo – e mostrar a trilha para empreender”, ressalta Brotto, que salienta ainda o papel dos docentes no processo. “São jovens com grande potencial que precisa ser destravado e os professores são fundamentais para inspirá-los.”

Gabriela Vieira Silva, professora do curso de Agronomia da UniFil, tem opinião semelhante. Além da função como docente, ela também é sócia em uma startup que desenvolve tecnologias biológicas para o controle de pragas, de forma sustentável, na Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da UEL (Intuel), em Londrina. “O professor tem o importante papel de incentivar ou, pelo menos, não bloquear as iniciativas dos alunos. Há professores com pensamento tradicional, que barram, já passei por experiência assim como aluna”, recorda Gabriela.

A Engenheira Agrônoma comenta que, apesar do empreendedorismo não ser uma disciplina na grade do curso de Agronomia da UniFil, procura incutir nos alunos a visão empreendedora nas disciplinas que leciona. “No controle de pragas, por exemplo, trabalhamos quais os gargalos do setor. A ideia é levá-los a pensar nos problemas do dia a dia com viés empreendedor. Os estudantes já começam a olhar a Agronomia de forma a procurar e resolver problemas”, completa.

 

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