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Acesso em 31/05/2020 às 15h43.

Fórum de Docentes e Discentes debate Atribuição Profissional e as novas diretrizes curriculares para cursos de Engenharia

8 de agosto de 2019, às 18h23 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

Entre os diversos debates do 26º Fórum de Docentes e Discentes do Crea-PR, aconteceu nesta quinta (08) o painel “Formação por competências e Atribuições Profissionais”. Na ocasião, os participantes discutiram as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no dia 23 de janeiro deste ano. As novas DCNs têm como finalidade ajustar a estrutura dos cursos de graduação para formar engenheiros capazes de enfrentar os desafios da indústria 4.0.

“As novas diretrizes fortalecem o ensino por competências, moldando o currículo dos cursos de Engenharia. As instituições têm dois anos para se adaptar às novas regras, portanto, este é um desafio recente”, aponta Ricardo Bertin, Engenheiro Civil e Professor da PUC Paraná campus Curitiba, que integrou a mesa-redonda. Para ele, a nova diretriz mudou o foco do ensino. “Antes, o conteúdo era o centro da metodologia; agora, é o que o estudante faz com o conteúdo”, completa.

Na opinião de José Raulindo, Engenheiro Agrônomo e docente da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o debate foi oportuno para que estudantes da área esclarecessem dúvidas sobre o futuro profissional. “Percebemos que a geração de acadêmicos não tem muita paciência para passar pelos processos de aprendizado. Infelizmente, a maioria tem a falsa ideia de que um diploma vai resolver os problemas. É necessário que o aluno saia do ambiente universitário e tenha contato com o mercado de trabalho. Com a mudança da DCN, que destina 10% da carga horária para a extensão, os estudantes poderão ter uma experiência melhor sobre a profissão”.

João Carlos Motti, Engenheiro Mecânico, falou da Resolução do Confea que organiza as atribuições profissionais na Engenharia e Agronomia, em vigor desde abril de 2016. “A nova regra tem uma série de vantagens para o aluno que, a partir do momento da sua formação, pode ampliar suas atribuições profissionais de três maneiras: fazendo disciplinas em outro curso de graduação, um curso de especialização ou mestrado e doutorado”, informa.

A ampliação das atribuições profissionais é avaliada e orientada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR). “Um engenheiro mecânico, por exemplo, pode ampliar sua atividade para a área de baixa tensão, que em tese é uma atribuição de Engenharia Elétrica, fazendo disciplinas no curso correlato ou numa especialização, por exemplo. Vale lembrar que ele continuará sendo Engenheiro Mecânico e não Engenheiro Eletricista, mas possuirá uma atribuição desta última”, enfatiza.

“É importante construirmos esse debate para saber o que algumas universidades já fizeram e como estão fazendo. Essa troca de experiências é extremamente enriquecedora para melhorarmos a qualidade de ensino”, opina a Engenheira Civil e Coordenadora da Câmara Especializada de Engenharia Civil do Crea-PR, Célia Rosa.


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