Marca do Crea-PR para impressão
https://www.crea-pr.org.br/ws/arquivos/27287

Regulamentar e fiscalizar as profissões é fundamental para nossa sociedade

25 de novembro de 2019, às 20h00


O mundo já passou por duas grandes eras – Agrícola e Industrial -, e agora vive a chamada Era Digital ou Era da Informação. No entanto, o bombardeio de informações nem sempre significa mais conhecimento, pois, muitos dos conteúdos com que temos contato diariamente têm pouca utilidade para nossas vidas ou nossas organizações. Mas, mesmo sendo de pouca utilidade geram muita confusão.

Por isso, a informação de qualidade, que tem compromisso com a veracidade, e propósito de esclarecimento social é cada vez mais fundamental para a tomada de decisões. Em tempos como estes, em que presenciamos uma proposta como a PEC nº 108/2019, que visa desregulamentar as atribuições profissionais, passando a caracterizar os Conselhos Profissionais como pessoas jurídicas de direito privado, ao invés de direito público, e eliminando os poderes de fiscalização atribuídos por lei, é preciso cada vez mais esclarecer qual é a função dos Conselhos Profissionais na sociedade.

Você sabe, por exemplo, qual o papel dos Conselhos, Sindicatos e Associações? A primeira diferença é jurídica. Os Conselhos Profissionais são autarquias públicas, criadas por lei, com a função de defender a sociedade a partir do controle de profissões regulamentadas, ou seja, que não são de livre exercício profissional. Já as Associações e Sindicatos são órgãos privados, sendo que o primeiro pertence aos próprios associados e age de acordo com o Estatuto elaborado pelos mesmos; e o segundo é uma entidade autorizada por lei para defender os interesses trabalhistas da sua base sindical.

Em relação aos Conselhos, no Brasil há cerca de 60 profissões regulamentadas e 31 sistemas profissionais, que existem alicerçados por duas funções principais: 1) autorizar, organizar e controlar o exercício das profissões, e 2) normatizar e fiscalizar as atividades profissionais.

A maioria dos Conselhos existem para defender uma única profissão, sendo, o sistema Confea/Crea (Conselho Federal e Engenharia e Agronomia/Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) um dos únicos que tem a característica de multiprofissões, agregando Engenharias, Agronomia e Geociências.

Constituído há 85 anos, o Confea/Crea é um dos sistemas profissionais mais antigos do Brasil, atuando para defesa de nossa sociedade, com leis que definem as diretrizes de sua atuação. Além disso, é o segundo maior Conselho Profissional do país, congregando 1.007.471 profissionais, destes, 61.121 mil estão registrados no Crea-PR.

Os dados demonstram o tamanho do nosso Conselho, o tamanho da representatividade que conquistamos ao longo dos 85 anos de trabalho duro e de muitos bons resultados. Por outro lado, a PEC nº 108/2019 desobrigaria a inscrição dos profissionais em seus respectivos conselhos, o que ocasionaria em desordem, desvalorização das atividades técnicas, precarização dos serviços, e insegurança nos serviços prestados.

Por isso, reafirmo que precisamos de muita informação qualificada neste momento, para esclarecer com cautela os impactos prejudiciais que a desregulamentação das profissões pode ocasionar. Ainda mais no contexto atual, em que muitas universidades e faculdades abriram as portas no Brasil, e os cursos na modalidade a distância se popularizaram. Com isso, houve um aumento exponencial de profissionais formados anualmente, sendo mais importante do que nunca que o Governo Federal, através de Conselhos, com a devida legislação, mantenha a organização do exercício profissional, em benefício da própria sociedade.

Engenheiro Civil Ricardo Rocha – Presidente do Crea-PR

Compartilhe este conteúdo

Comentários

  1. Ijair disse:

    O que é absurdo nos Conselhos são os valores cobrados.
    Cobra-se ART de obra caríssimas.
    Cobra-se Taxa anual altíssimas.
    Cobra-se dos profissionais.
    Cobra-se das Empresas
    Cobra-se Taxas entrada, saída, etc, etc
    Onde vai todo esse dinheiro.
    Fim dos conselhos. Apoiado.

    1. Comunicação Crea-PR disse:

      Boa tarde, Ijair. Tudo bem?
      As ARTs e anuidades têm como objetivo voltar – quase que em sua totalidade – para os profissionais e empresas através de diversas formas. Duas das principais ações realizadas com essa verba são a fiscalização do Conselho, que visa proteger os profissionais (notificando editais de licitação, por exemplo) e a sociedade (autuando leigos), e a política de Editais de Chamamento, projeto que objetiva disponibilizar uma quantia X para que as Entidades de Classe registradas no Crea-PR possam realizar cursos de aprimoramento, revistas técnicas, eventos, seminários, palestras e demais produtos focamos em seus profissionais associados. Você pode conferir diversos desses projetos aqui: http://www.crea-pr.org.br/ws/projetos-editais-de-chamamento

  2. Ayrton Pontes disse:

    Tem duas formas de fazermos a crítica, mesmo as mais contundentes: pelo viés da Construção ou da Desconstrução. A primeira se coaduna com o caminho inevitável do crescimento social e pessoal. A segunda coloca o individual sobre o coletivo. Visualiza mais o “eu” e menos o “nós”. É óbvio que sempre haverão erros, omissões e desvios, pois afinal de contas somos todos humanos e não há de se esperar de outros, como de nós, apenas virtudes. Entretanto se as virtudes habitam em nós, nos cabe a intervenção, a opinião, a participação para que hajam as mudanças, colocadas de forma democrática e participativa. A crítica, como qualquer outra verbalização, exige a ação, complementar e incisiva para que hajam mudanças que beneficiem a todos sem destruir o construído apenas para satisfazer espasmos conscienciais sem fundamentos. Senão será apenas o “fígado que fala” e não a consciência pela busca da evolução, o que certamente incorrerá em outros erros talvez muito mais graves. É mais rápida e mais eficiente a destruição, pois exige pouco planejamento e portanto pouco pensar, o que é uma facilidade. Pensar exige esforço e dedicação.

  3. Rubens Cruz Lessa disse:

    Realmente protege a sociedade apenas, por que os profissionais jamais foram protegidos.

    Agora quero ver segurar a onda da desburocratização.
    profissional livre sem cabresto ate que enfim .
    85 anos de politica baixa, sem nenhum retorno para os profissionais que tanto pediram ajuda.
    Segura essa.
    Infelizmente presidente caiu no seu colo….
    Primeiro os arquitetos montaram o CAUS– agooooraaaa… seguraaaa…

    att

    1. Comunicação Crea-PR disse:

      Bom dia, Rubens. Tudo bem?

      O Crea-PR esta sempre em busca da melhoria de seus processos, visando assim a desburocratização de alguns de seus serviços. O sr. pode verificar um desses casos aqui: http://www.crea-pr.org.br/ws/arquivos/25986
      Com relação ao “sem nenhum retorno aos profissionais”, gostaríamos de falar um pouco sobre a nossa política de Editais de Chamamento. O sr. a conhece? Todo ano o Conselho disponibiliza uma quantia X para que as Entidades de Classe registradas no Crea-PR possam realizar cursos de aprimoramento, revistas técnicas, eventos, seminários, palestras e demais produtos focamos em seus profissionais associados. Você pode conferir diversos desses projetos aqui: http://www.crea-pr.org.br/ws/projetos-editais-de-chamamento

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Marca do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia - Confea Marca da Mútua Selo do Acesso à Informação Marca da Câmara de Mediação e Arbitragem do Crea-PR - CMA Marca do Portal de Informações SEI! Crea-PR

Marca do Programa Casa Fácil Marca da Biblioteca Virtual do Crea-PR Marca do CreaJr-PR Marca do Portal da Educação Marca do ProCrea Marca da Revista Técnico-científica do Crea-PR Marca do Sistema de Informações Geográficas do Crea-PR - SIG Marca da Ouvidoria do Crea-PR

Voltar ao topo