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Acesso em 07/03/2021 às 17h40.

Engenheiros fazem alertas sobre cuidados com alimentação durante quarentena

Em tempos de Covid-19, engenheiros alertam que higienização e preparo devem ter atenção redobrada para evitar contágio, e a dieta deve ser nutritiva, visando fortalecer o sistema imunológico

15 de abril de 2020, às 10h55 - Tempo de leitura aproximado: 5 minutos

Freepik.

De acordo com uma pesquisa do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças, cerca de 81% dos casos analisados de Coronavírus foram considerados leves, 14% graves e 5% críticos – o que significa quadro de insuficiência respiratória e falência múltipla de órgãos. O rápido contágio da doença é um dos fatores mais preocupantes, por isso a necessidade de cautela para evitar o contato com o vírus, alerta que precisa constantemente ser reforçado.

Eng. Enio Walcker

O Inspetor do Crea-PR em Cascavel, Engenheiro Agrônomo Enio Walcker, lembra que as pessoas precisam mudar seus hábitos enquanto estão escolhendo seus alimentos crus, evitando falar perto para não respingar gotas. “Muitas vezes as pessoas não sabem que estão contaminadas porque não apresentam sintomas, e quando pegam e falam próximo dos produtos, podem eliminar gotículas de saliva e contaminar outras pessoas que manipularem esses alimentos. Por isso, deve evitar conversar no celular ou com seu acompanhante enquanto estiver comprando frutas, verduras e legumes. Se precisar falar, seja prudente e afaste-se da seção”, alerta o engenheiro.

Uma das maneiras mais comuns utilizadas pela população para se proteger é através do uso de máscaras caseiras para as inevitáveis compras do dia a dia, adotando o lema “Eu te protejo, você me protege”. Mas, por mais que você tenha certeza de que está fazendo sua parte, não custa tomar alguns cuidados quando chega em casa para cozinhar, é o que destaca o Inspetor do Crea-PR em Apucarana, Engenheiro Agrônomo Romeu Suzuki. “Os alimentos crus devem ser colocados de molho num recipiente com hipoclorito de sódio, sendo uma colher de sopa para um litro de água, por no mínimo 15 minutos”, explica.

Além do ano de conversar próximo da seção de verduras e legumes, o consumo de frutas direto na feira é, nos dias de hoje, mais um ato que é considerado altamente irresponsável, já que o alimento pode facilmente estar contaminado pela exposição e manipulação constante, e pelas pessoas falando próximas a ele.

Eng. Romeu Suzuki

Outra recomendação dos profissionais é para não comprar alimentos crus já fracionados para serem consumidos sem cozimento, porque foram manipulados e não é possível desinfetá-los com a solução clorada. Para casos assim, recomenda-se o cozimento dos alimentos, pois elimina os micro-organismos. Portanto se a escolha for por pratos que vão ao fogo, a possibilidade de contágio é eliminada – desde que as mãos sejam devidamente higienizadas ao preparar a refeição. O engenheiro lembra também que é bom evitar alimentos a granel que sejam consumidos crus, como frutas secas e castanhas, por exemplo. Prefira consumir essas castanhas após torrá-las ou utilize-as em uma receita.

Se, apesar de todo o cuidado, a contaminação acontecer, é melhor que o vírus encontre um organismo saudável, com a imunidade alta. Para isso, Walcker lembra que é importante conhecer a procedência do alimento. “Que seja fresco, e, se possível, que não tenha o uso de agrotóxicos para o desenvolvimento. Se for processado, tenha certeza de que os métodos de higienização foram rigorosamente seguidos”, alerta.

Dica

Alimentos da época costumam ter mais nutrientes, como caqui, tangerina, maçã, pera, abacate, escarola, almeirão, abóbora, mandioquinha e gengibre. “Todos os alimentos não processados principalmente de cores fortes, como vermelho, verde e laranja possuem propriedades que fortalecem o sistema imunológico. Devemos consumi-los em maior quantidade, tanto crus quanto refogados ou cozidos – o tomate, em especial, preferencialmente refogado ou cozido para o organismo aproveitar melhor suas propriedades medicinais”, alerta Suzuki.

 

Denise Morini

Assessoria de Imprensa do Crea-PR / Regional Curitiba

Conservação do solo

Hoje (15), comemoramos o Dia Nacional da Conservação do Solo. Esta data foi instituída para semear a reflexão sobre a preservação dos solos e a necessidade da utilização adequada desse recurso natural. A escolha da data é uma homenagem ao conservacionista Hugh Hammond Bennett, considerado o “pai da conservação do solo” nos Estados Unidos e um modelo para todas as outras nações.

Para não deixar essa data passar em branco, convidamos o Engenheiro Agrônomo Paulo Rogério Borszowskei  para falar sobre a história e evolução da conservação do solo no país.

Confira:

Eng. Paulo

Na década de 60 muitos agricultores e técnicos não tinham conhecimento da importância da conservação do solo, as práticas naquela época eram realizadas de acordo com o conhecimento empírico e limitado e, também, conhecimentos trazidos pelos agricultores colonizadores que desembarcaram no Paraná, principalmente vindo do continente Europeu. Práticas essas, que no final da década de 70 e início de 80, comprovaram que não demonstravam devida eficiência para a conservação do solo. No mesmo século (80) o Paraná iniciou uma prática que mudaria o sistema de conservação de solo e água, não somente no estado, mas sim no país e no mundo. O Sistema de Semeadura Direta –SSD foi um grande avanço, na década de 90, o Paraná passou a ser referência mundial em sistemas de conservação do solo e água, levando a tecnologia e expandindo conhecimentos sobre essa prática conservacionista para o mundo. Entretanto, mesmo sendo pioneiro na conservação do solo, o Paraná nas últimas décadas tem enfrentado grandes problemas relacionados a processos erosivos. Perdas de solo decorrentes a esse processo, vem causando prejuízos econômicos, ambientais e sociais. O principal motivo da ocorrência de processos erosivos, está ligado diretamente com a falta da sistematização correta das áreas agrícolas, como: a falta da semeadura em nível, cobertura vegetal não suficiente para manter o solo coberto, a não observância de terraceamento, a ausência de bacias de contenção de água, solos compactados devido a má utilização de máquinas e implementos e a adequação do solo a máquina. Tratado como crime ambiental, perdas do solo têm sido tema principal nos últimos anos, projetos do governo estadual como o Prosolo, evidenciam a preocupação do estado em conservar este patrimônio mundial. Trabalho em conjunto entre estado, técnicos, agricultores, aliado também às práticas conservacionistas integradas, vem apresentado resultados satisfatórios nos últimos anos. Sabe-se que ainda o estado necessita de muita atenção para esse tema, principalmente dos técnicos, que são responsáveis pelo acompanhamento e execução integral das práticas e agricultores que as executam no campo.

Paulo Rogério Borszowskei – Conselheiro do Crea-PR

 


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