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Acesso em 05/03/2021 às 01h15.

Com impressoras 3D, Engenheiro Mecânico produz máscaras para atender hospitais do Norte Pioneiro

Expectativa inicial é produzir 160 ‘face shields’ para doar a profissionais que trabalham em instituições da região

24 de abril de 2020, às 18h36 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Dos laboratórios das engenharias da universidade diretamente para ações fundamentais contra a disseminação da Covid-19 no Paraná. Esta é a nova rotina do Engenheiro Mecânico José Fernandes da Silva Neto, coordenador dos cursos de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo da Unopar Bandeirantes. Com as impressoras 3D da universidade, Silva Neto está trabalhando a todo vapor para auxiliar na produção das máscaras de proteção para que os profissionais de saúde atuem com mais segurança nos hospitais do Norte Pioneiro do estado.

Engenheiro Mecânico José Fernandes da Silva Neto

O Engenheiro Mecânico compreendeu o potencial que as impressoras 3D – utilizadas no dia a dia dos alunos – poderiam ter na produção desses equipamentos de proteção individual (EPIs) do segmento da saúde. “Tudo começou quando estava lendo uma reportagem em que os americanos estavam fazendo os protetores faciais e me perguntei: ‘como será? Vou ver se consigo fazer também’. Quando abro meu e-mail, no mesmo dia, o pessoal do laboratório das engenharias informou que estava disponibilizando a impressora para a confecção das máscaras. A diretora me perguntou: ‘e aí, você topa?’ Na mesma hora, disse que sim”, comenta o professor. “Estou fazendo o máximo possível para aumentar a produção e poder ajudar a todos da área”.

De sua casa, em isolamento, Silva Neto produz as hastes das ‘face shields’ em duas impressoras 3D e faz a montagem delas para doação aos hospitais da região. O Engenheiro Mecânico salienta que o objetivo principal com as ‘face shields’ é proteger a região dos olhos, que fica desprotegida quando o profissional usa apenas a máscara ‘N95’. “Para as ‘face shields’, nós imprimimos o suporte que vai na cabeça e repassamos para a montagem, onde esse suporte é colocado junto a uma chapa transparente de acetato. Por fim, é colocado um elástico para fixar na cabeça”, explica.

Em aproximadamente três semanas de trabalho, já foram doadas 46 máscaras. Nesta semana, as unidades foram para a Santa Casa de Bandeirantes. Na sequência, irão para o Hospital da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), que está focado, especificamente, no atendimento dos casos do novo Coronavírus.

“Vamos continuar a produzir e a intenção é de que pelo menos 160 máscaras sejam feitas”, projeta o coordenador. “O tempo de impressão ainda é o limitador, mas estamos trabalhando para reduzir isso. Começou com uma hora e 40 minutos. Hoje, estou fabricando em 40 minutos”, detalha. “Para mim é muito gratificante poder ajudar as pessoas que estão na linha de frente no combate à Covid-19”.

Novos tempos

Silva Neto acredita que a pandemia está sendo difícil para todos os setores de toda a sociedade. “Para mim também não é diferente. Estamos conhecendo melhor o mundo e de novas maneiras – tem sido tudo novo. Sou professor universitário e estamos a todo vapor com aulas transmitidas ao vivo aos alunos, entramos para a era das lives”, comenta. “Vejo uma grande evolução na tecnologia usada dentro da engenharia como um todo. Estamos – se assim posso chamar – passando por uma grande revolução industrial, cada vez mais perto da chamada indústria 4.0, em que tudo se aplica dentro de comandos e não mais pessoas. Sendo assim, a engenharia ganhará uma grande alavanca no mercado novamente”, projeta.

 

Larissa Ayumi Sato

Assessora de Imprensa do Crea-PR / Regional Apucarana


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