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Acesso em 07/03/2021 às 18h43.

Projeto da UFPR já entregou mais de 2 mil protetores faciais para hospitais

Iniciativa integrada por Professores e Estudantes de Graduação, Especialização e Mestrado ligados às Engenharias tem objetivo de produzir equipamentos destinados ao combate do Coronavírus

6 de maio de 2020, às 20h14 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

Em todo o Paraná, profissionais ligados às engenharias, agronomia e heociências têm se engajado em projetos de pesquisa que buscam estratégias assertivas no combate à Covid-19. São várias iniciativas que merecem reconhecimento e destaque, como o projeto coordenado pelo Engenheiro Mecânico, Professor do Departamento de Expressão Gráfica, do Mestrado e Doutorado em Design e do Mestrado Profissional de Engenharia e Manufatura e Coordenador do Curso de Especialização e Experimentação Tridimensional da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Curitiba, Márcio Fontana Catapan. Ele é um dos professores que lideram uma equipe de cerca de 50 pessoas na produção de face shields, ou máscaras que protegem todo o rosto por meio de uma viseira de acetato. Participam do projeto acadêmicos de cursos de Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.

“Temos também iniciativas de professores que estão trabalhando na manutenção de equipamentos hospitalares, desenvolvimento de respiradores artificiais e câmaras cirúrgicas”, completa. A união desses profissionais começou logo na chegada da pandemia ao Brasil. “Convidamos professores, diretores, vice-reitora e pessoas que puderam viabilizar o projeto. No total, são 200 pessoas envolvidas, não só de Curitiba mas de outras cidades do interior e do litoral do Paraná”, diz.

As face shields são feitas com impressoras 3D de alguns laboratórios, incluindo o Laboratório de Modelagem e Prototipagem (Lamp) da UFPR, o qual o professor é o responsável. Parte da matéria-prima utilizada já havia sido comprada no final do ano passado, mas para outra finalidade. Por meio de uma verba destinada pelo Ministério do Trabalho para prevenção de catástrofes – entre outros projetos – conseguimos comprar outras máquinas de impressão e ferramentas”, detalha o professor. Até o momento, foram entregues aproximadamente 2 mil máscaras para hospitais.  A maioria vai para o Hospital das Clínicas da própria UFPR. “O Hospital do Trabalhador de Curitiba também recebeu alguns protetores e outros foram enviados para o interior do Paraná e até para o Rio de Janeiro, um dos estados mais afetados pela pandemia”, aponta.

Para continuar com o projeto, o grupo de professores e alunos precisa de apoio com itens básicos que não podem ser adquiridos com verbas públicas, como sacos plásticos e spray de cabelo, entre outros produtos. O professor explica a finalidade. “Os sacos de lixo são usados para embalar os protetores faciais. O spray é utilizado para fixar o filamento nas máquinas. A compra desses produtos é tirada do nosso próprio bolso. Portanto, se alguma empresa ou pessoa tiver interesse em fazer a doação, será bem-vinda”, afirma Catapan.

 

Samara Rosenberger

Assessora de Imprensa do Crea-PR / Regional Londrina


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