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Acesso em 07/03/2021 às 18h00.

Em Ponta Grossa, profissionais da engenharia e acadêmicos desenvolvem protótipo de ventilador mecânico

O respirador foi desenvolvido no Laboratório Colaborativo (COLLAB), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, e contou com a participação de seis acadêmicos, dois professores e uma fisioterapeuta

12 de maio de 2020, às 17h01 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

Em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, uma equipe formada por professores e acadêmicos do Laboratório Colaborativo (COLLAB), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Ponta Grossa, foi desafiada, no início de abril, a desenvolver um ventilador mecânico, a partir de um motor de limpador de para-brisas, doado pela DAF Caminhões. O projeto, que ganhou o nome de AIR (Aparelho de Interface Respiratória), também contou com a participação de uma profissional de fisioterapia, especialista em terapia intensiva e respiratória, que prestou assessoria na parte clínica e hospitalar.

A primeira etapa do projeto AIR, liderado pelo professor e coordenador do COLLAB, o Engenheiro Eletricista Joaquim de Mira Junior, formado pela Universidade Federal de Itajubá (MG), foi concluída em 26 dias e resultou na criação do protótipo batizado de AIR One.“Tínhamos um desafio enorme que era o de desenvolver um ventilador mecânico, com preço acessível, que pudesse ser fabricado num curto espaço de tempo. Foi uma corrida contra o relógio”, considera.

Segundo ele, o projeto exigiu muita informação e conhecimento sobre a parte respiratória e sobre requisitos mínimos necessários de um equipamento para o tratamento da insuficiência respiratória aguda. “Desde o início do projeto pensamos em utilizar componentes homologados para o ambiente hospitalar, incluindo a parte elétrica, para que pudesse ser utilizado principalmente neste momento da pandemia”, explica.

Sobre as principais dificuldades encontradas para a produção do protótipo, ele diz que foi encontrar componentes, já que muitos são importados e outros estão em falta no mercado. “Tivemos muito cuidado com relação aos componentes. Alguns estavam indisponíveis, outros com os preços superfaturados, mas conseguimos concluir o protótipo, deixar um legado neste momento tão crítico e envolver pessoas para ajudar umas às outras”, avalia.

O protótipo AIR One foi apresentado em Ponta Grossa, na sede da DAF Caminhões, e conforme o coordenador do projeto, orçado em aproximadamente R$ 6 mil. O objetivo era encontrar patrocinadores para os próximos protótipos que serão construídos e submetidos a testes, já que o foco não é a comercialização, mas a doação dos aparelhos.

Em Ponta Grossa, empresários e entidades públicas já manifestaram interesse em contribuir financeiramente com o projeto, a exemplo do Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça Federal, que doaram R$ 33 mil para a produção de novos protótipos. “A meta inicial era levantar recursos para produzir mais 10 protótipos, mas já superamos isso. É gratificante ver que conseguimos sensibilizar empresários, entidades públicas e a comunidade como um todo. É uma corrente do bem”, comemora. A segunda versão do protótipo, mais otimizada, começa a ser montada nesta semana. “Somos gratos à DAF pela confiança depositada em nós, pois isso reforça a credibilidade da nossa instituição”, frisa.

Equipe

O projeto AIR contou com a participação dos acadêmicos de Engenharia Elétrica: Jakson Lohan, Henrique Nazário, Pedro Dell Anhol e Fernando Nathan; do curso de Engenharia Mecânica: Marcelo Augusto Alves Pinto e da Ciência da Computação: Wilian da Silva Freitas, além dos professores Joaquim de Mira Junior e Frederic Conrad Jansen e da fisioterapeuta Paula Motta Santos.

 

Patrícia Biazetto

Assessora de Imprensa do Crea-PR / Regional Ponta Grossa


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