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Acesso em 28/11/2020 às 03h01.

O impacto da duplicação das rodovias no escoamento dos produtos do agro paranaense

Artigo do Engenheiro Agrônomo Osvaldo Danhoni, presidente em exercício do Crea-PR

11 de setembro de 2020, às 8h10 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

O último relatório Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aponta que o Paraná segue como um dos protagonistas da produção agropecuária no Brasil neste ano, apesar da escassez de chuva pela qual o Estado está passando.

Dos 742,43 bilhões faturados em safras agrícolas e pecuárias em julho de 2020, 94,5 bilhões são provenientes de solos paranaenses, atrás apenas do Mato Grosso com 129,83 bilhões. Entre as produções pecuárias mais representativas do país constam bovinos, frango, leite, suínos e ovos, respectivamente. Já no segmento agrícola, o Brasil lidera mundialmente as produções de açúcar, café, suco de laranja e soja.

O que esses dados evidenciam? Em primeiro lugar, a força do agro paranaense. Em segundo lugar, a grande e bem articulada logística de escoamento necessária para fazer os produtos chegarem até a mesa do consumidor. O Paraná possui a maior rede rodoviária pavimentada do sul do Brasil, com estradas que interligam o interior à capital e a outros Estados.

No entanto, de acordo com a Pesquisa CNT de Rodovias 2019, da Confederação Nacional do Transporte, as rodovias paranaenses possuem deficiências em mais de três mil quilômetros, o que corresponde a 56,1% dos trechos avaliados. Além disso, a duplicação rodoviária de alguns trechos é um pleito antigo, que há anos é levantado por Conselhos, Associações, Sindicatos e classes produtivas de todo o Estado.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) é uma das entidades que fortalece esta demanda, produzindo, inclusive, documentos há mais de 10 anos, indagando as autoridades competentes sobre as duplicações. Portanto, é uma pauta que há tempos faz parte do radar do Crea, devido à relevância para todo o Estado.

Temos que considerar que boas notícias foram anunciadas recentemente. Algumas duplicações e entregas de projetos foram realizadas, a exemplo de trechos da BR-277, BR-469, PR-445 e PR-323. O impacto positivo que estas e outras obras do gênero terão no escoamento dos produtos agropecuários é enorme, já que mais de 70% do transporte das mercadorias no país é feito por malha rodoviária. Tal dado demonstra, inclusive, a necessidade de investimentos em outros modais de transporte, como o ferroviário e hidroviário.

Enquanto Conselho Profissional, que atua em favor da regulamentação e fiscalização das profissões afetas às engenharias, agronomia e geociências, o Crea-PR levanta sempre a bandeira em favor das plenas condições de trabalho e produtividade. O impulso econômico da produção do agro depende não somente de profissionais habilitados e tecnologia no campo, mas também de uma infraestrutura adequada que contribua com todo o ciclo de produção. Isso significa que enxergamos a logística de distribuição como uma peça importantíssima na produção paranaense, que já é forte, mas tem capacidade para muito mais.

Esperamos que as obras de duplicação tão esperadas sejam concluídas e outras anunciadas. O nosso agro merece apoio para continuar ocupando papel de protagonismo nacional e internacional nas produções animais e vegetais. Com mais estrutura poderemos alçar voos ainda maiores.


Comentários

  1. Djalma Lucio de Oliveira disse:

    Excelente explanação, caro presidente. O aperfeiçoamento da logística de transporte será determinante para o futuro do agronegócio como fonte de divisas e de protagonismo na balança comercial.

  2. Luz Mitsuaki Sato disse:

    Para duplicação de uma rodovia pavimentada , segundo estudo de viabilidade tecnico economico , é necessário que haja uma evolução de trafego, desde NIvel de serviço A , B, C, D, e E, daí sim a duplicação!!!!
    Para pedagiar uma rodovia é necessário que ela esteja duplicada para obter o viabilidade tecnico -economica!!!

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