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Acesso em 11/05/2021 às 19h51.

Crea-PR participa de Audiência Pública realizada pela ANTT

24 de fevereiro de 2021, às 16h00 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

Na manhã desta quarta-feira (24/02), o Presidente do Crea-PR, Engenheiro Civil Ricardo Rocha, foi o primeiro participante a ter a palavra na manifestação pública realizada pela ANTT via YouTube, sobre o novo modelo de concessão de rodovias do Paraná.

O Crea-PR protocolou seu posicionamento homologado pela plenária do Conselho e se inscreveu para a manifestação que concedeu três minutos de fala a cada participante.

Ricardo abriu a manifestação destacando a honra de ser o primeiro paranaense a se pronunciar sobre um assunto que impactará fortemente o futuro do estado. “Estou aqui na forma de representante do Crea-PR após um amplo debate interno realizado com nossos Colegiados, Diretoria e Plenária, com base nos materiais disponibilizados pela ANTT em seu site, apresentando o novo modelo”, iniciou o Presidente.

Ricardo participando da reunião

“Nestes três minutos destaco apenas algumas das questões apontadas em nosso documento já protocolado, entre elas, a preocupação com a transparência, a fiscalização e a presença de nossos profissionais como premissa para a qualidade das obras a serem realizadas. Estamos impactados por um pedágio que não funcionou, nos trouxe uma experiência amarga, e não queremos repetir estes erros do passado”.

“Solicitamos que 100% dos recursos gerados sejam utilizados diretamente no próprio projeto. O Crea-PR também se coloca contrário a Outorga e o limite máximo de desconto. Propomos um mecanismo em que a redução de tarifa possa estar atrelada a ‘seguros garantia’ de tal forma que as vencedoras possam contribuir com sua eficiência operacional, com a garantia plena de execução das obras.”

“Dizemos não a Outorga, não a um limite de redução de tarifas, e sim a um mecanismo equilibrado para a execução das obras, com uma fiscalização adequada feita por profissionais habilitados. Entendemos que o modelo trouxe grandes avanços, mas precisa ainda de ajustes para atender a expectativa da população paranaense.”

“Esperamos que a ANTT esteja aberta as nossas contribuições e nos colocamos à disposição para futuras discussões na elaboração da melhor proposta”, finalizou o Presidente do Crea-PR.​

Ao final da manhã, o Ministro da Infraestrutura propôs que os recursos antes previstos para irem ao cofre da União, sejam aplicados integralmente nas rodovias, indo ao encontro de uma das propostas do Crea-PR. “Vamos continuar acompanhando atentamente para verificar se nossas outras propostas serão atendidas”, destaca Ricardo Rocha.


Comentários

  1. José Soares Coutinho Filho disse:

    Um comentário um pouco na contramão. Nada contra pagar pedágio justo, desde que IPVA, impostos sobre combustíveis e lubrificantes, não mais fossem cobrados.
    ENG José Soares Coutinho Filho

  2. Rubens Eis da Silva disse:

    Sobre as concessões do governo federal, temos a BR-163 que de Cuiabá até Sinop, tem acostamento horrível,sem condição alguma de um eventual refúgio.Onde podemos encontrar, para consulta, estes contratos?

    1. Comunicação Crea-PR disse:

      Oi, Rubens. Tudo bem?

      Sugerimos que entre em contato com a ANTT!

  3. José oriovaldo Palmeiro Ribeiro disse:

    Concordo que os recursos do pedágio das rodovias paranaenses devam ser reinvestidos no Paraná.
    Temos que ter cuidado para que o preço da tarifa seja compatível com os compromissos assumidos.
    Temos vários exemplos de preços baixos das tarifas que trouxeram enormes prejuízos à economia:
    1- BR-116 Curitiba-São Paulo. A concessionária demorou 10 anos para duplicar os 19 km da serra do cafezal.
    Os veículos pesados chegavam a levar 2 horas para percorrer este pequeno trecho diminuindo significativamente a competitividade da região sul.
    2-BR-101 SC. Até hoje o contorno de Florianópolis e as ruas laterais de Itajaí e Camboriú não foram concluídas, ocasionando enormes congestionamentos em Florianópolis , Itajaí e Camboriú.
    3-Concessões do Governo Dilma(rodovias e aeroportos). Algumas nem começaram ,outras estão em processo de de devolução e outra se arrastam atrasando as obras previstas.
    Como técnicos não podemos permitir que os políticos demagogos usem a bandeira do preço baixo para se elegerem deixando o estado no longo prazo a mercê de aventureiros sem capacidade técnica e financeira para honrarem seus contratos.

    1. Produtor rural do oeste disse:

      José, eu acho que você só pode ser dono ou uma boca alugada de concessionária para ter coragem de dizer que o que se viu até agora nas rodovias paranaenses é melhor que a concessão da BR 101.. Não sei vc, mas eu fico feliz em passar por 4 praças de pedágio na 101, de Florianópolis a Curitiba, e desembolsar menos de 13 reais no total. Sendo que de Curitiba a Paranaguá, há mais de 10 anos, eu já paguei mais de 20 reais. Nem vamos falar dos congestionamentos neste trecho também! Tenha paciência! Parabéns ao CREA pelo posicionamento.

  4. Manoel disse:

    Devemos ficar atentos as propostas da ANTT, para que não venham com a mesma proposta, mas camuflado com outras palavras para manterem o objetivo deles, como está sendo com a outorga, o que nós usuários das rodovias aqui no estado é o do menor preço nas praças de pedágios e não o mínimo proposto pelo governo, o que não atende a ninguém que usa as nossas rodovias. Sou usuário e sei como dói no orçamento de todos que usam e não tivemos nenhum retorno durante estes 25 anos de uso, onde só a operação lava jato fez com que nos mostrassem o quanto estávamos sendo usurpados sem as obras, e não é justo ter de pagar este valor mínimo proposto pelo governo sem ter estas obras executadas até hoje.

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