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Planejamento de órgãos e obras para a Copa do Mundo apresentadas no Seminário promovido pelo CREA-PR

12 de maio de 2011, às 19h25


 “As entidades, o governo estadual e municipal e a sociedade são os atores desse evento mundial, que simboliza uma oportunidade única de geração de negócios na construção civil, com intervenções em diversos setores”, disse o presidente do Sinduscon-PR, engenheiro civil Normando Baú.

A Copa será um marco para o desenvolvimento de todo o Paraná, com frutos advindos da sua realização”, emendou o presidente do CREA-PR, engenheiro agrônomo Álvaro Cabrini Jr. “O legado dessa ação não se refere apenas as obras referentes à Copa 2014, mas à capacitação necessária para execução de obras de infraestrutura que trarão mais desenvolvimento ao Estado”.

Em sua fala, o presidente do CONFEA, engenheiro civil Marcos Tulio de Melo fez uma menção aos Jogos Panamericanos de 2007, onde a ausência de projetos técnicos completos resultou em aditivos e complementações posteriores, com consequente sobrepreço dos empreendimentos. “Criamos o Movimento Anticorrupção da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, que defende em sua essência que o legado da Copa do Mundo seja principalmente de transparência no uso de recursos públicos”, frisou, lembrando que o orçamento inicial das obras previstas para Curitiba era da ordem de R$ 135 milhões e atualmente se encontra em R$ 220 milhões. “Somos contra a flexibilização da Lei de Licitações, como pretende o governo por meio da Medida Provisória 521/10 e o Projeto de Lei de Conversão da relatora deputada federal Jandira Feghali”, disse. “Se queremos nos tornar a quinta economia do mundo, o planejamento para a Copa mostra que teremos que modificar nosso processo organizacional. A Copa 2014 deve deixar um legado para o processo de planejamento e resgate da cultura técnica há muito perdida no País”.

Segundo o secretário municipal para a Copa do Mundo, Luiz de Carvalho, Curitiba já estava quase pronta pra receber o evento. “Somos um referencial na área de mobilidade urbana, muito à frente de outras metrópoles do Brasil. Talvez as obras não estejam andando dentro da agilidade esperada, mas estamos atuando dentro do que a lei e o orçamento permitem”.

Todos os profissionais envolvidos com o evento estão em alerta, com responsabilidade e levando o trabalho muito a sério. São 12 sedes ao todo, mas se alguma falhar, a responsabilidade será do País. Por outro lado, se tudo sair como o esperado, todos ganham, principalmente no que diz respeito ao orgulho cívico”, ressaltou o secretário estadual para assuntos da Copa do Paraná, Mario Celso Cunha.

O geólogo Gil Polidoro, da COMEC-Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, comentou que o órgão aproveitou o Programa Pró-Transporte para encaixar projetos que eram diretrizes de mobilidade urbana de um núcleo urbano central, composto por 14 municípios. Como principais obras previstas para a Copa, ele citou o Corredor Aeroporto-rodoferroviária e Corredor Marechal Floriano Peixoto.

Suzana Lins Affonso da Costa, assessora técnica do IPPUC, mostrou que o processo é dividido em três ciclos, sendo o primeiro destinado à infraestrutura, o segundo ao suporte e serviços e o terceiro à operação em si, de 2011 a 2013. São nove Câmaras Temáticas e seis Grupos de Trabalho pra discutir e formar plano de ação, todos com membros do Paraná atuando em conjunto.

egundo ela, a FIFA avalia os seguintes requisitos para que uma cidade sedie a Copa do Mundo: infraestrutura, estádio, a promoção da Fan Fest FIFA, COTs-Campos Oficiais de Treino, Programa oficial de voluntários, CTSs-Centros de Treinamento de Seleções e a implementação de planos operacionais.

O superintendente da Infraero em Curitiba, Antonio Pallu, abordou as obras de engenharia e pavimentação previstas para o Aeroporto Internacional Afonso Pena, como a ampliação do aeroporto, a construção de um edifício garagem com duas mil vagas, nova pista, recapeamento da pista principal e troca de sinalização, reforma do terminal de passageiros, além de obras de apoio, como equipamentos de auxílio para pouso e decolagem. Por fim, o arquiteto Carlos Arcos exibiu informações sobre o projeto do Estádio Joaquim Américo.

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