{"id":56387,"date":"2023-03-14T10:16:42","date_gmt":"2023-03-14T13:16:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/?p=56387"},"modified":"2023-03-14T10:19:19","modified_gmt":"2023-03-14T13:19:19","slug":"porto-para-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/2023\/03\/porto-para-o-futuro\/","title":{"rendered":"Porto para o futuro"},"content":{"rendered":"<p>Por muito tempo a regi\u00e3o com menor popula\u00e7\u00e3o e Produto Interno Bruto (PIB) do Paran\u00e1, o sudoeste do Estado deve ver sua realidade socioecon\u00f4mica transformada nos pr\u00f3ximos dez anos, gra\u00e7as a investimentos na fronteira do Paran\u00e1 com Santa Catarina e a Argentina.<\/p>\n<p>As transforma\u00e7\u00f5es est\u00e3o ligadas diretamente \u00e0s Engenharias, impulsionadas por um novo porto seco instalado em Dion\u00edsio Cerqueira (SC), cidade g\u00eamea de Barrac\u00e3o (PR). Ambas fazem divida com o munic\u00edpio argentino de Bernardo de Irigoyen, na chamada Trifronteira.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s licita\u00e7\u00e3o pela Receita Federal, finalizada em agosto de 2021, a Multilog (um dos principais operadores log\u00edsticos do pa\u00eds), iniciou as obras da nova estrutura no final do ano passado, em uma \u00e1rea de 30 hectares \u00e0 beira da BR-163, em Dion\u00edsio Cerqueira. Para atender ao intenso fluxo do Mercosul, o armaz\u00e9m ter\u00e1 2 mil m\u00b2 e proje\u00e7\u00e3o inicial de movimentar 2,5 mil caminh\u00f5es\/m\u00eas. A estrutura operacional tamb\u00e9m contar\u00e1 com: duas entradas, duas balan\u00e7as e duas sa\u00eddas, com sistema autom\u00e1tico de captura das placas; p\u00e1tio segregado para os produtos qu\u00edmicos; c\u00e2maras Frias para confer\u00eancias f\u00edsicas das cargas resfriadas e congeladas; sistema para libera\u00e7\u00e3o e consulta das cargas; circuito fechado de televis\u00e3o; e \u00e1rea de apoio para os motoristas, despachantes e transportadores. A empresa ganhou a concess\u00e3o por 30 anos e a constru\u00e7\u00e3o ser\u00e1 realizada em tr\u00eas etapas, ao longo de 15 anos. Ao final, o p\u00e1tio ter\u00e1 capacidade para 600 caminh\u00f5es.<\/p>\n<p>O porto seco dever\u00e1 entrar em opera\u00e7\u00e3o a partir do pr\u00f3ximo m\u00eas de maio. A vice-prefeita de Dion\u00edsio Cerqueira, Bianca Maran Bertamoni, tem acompanhado de perto todas as movimenta\u00e7\u00f5es relacionadas e diz que a iniciativa \u00e9 um passo importante para garantir efetividade no processo log\u00edstico.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se trata apenas de Dion\u00edsio Cerqueira. O porto seco \u00e9 um investimento privado de cerca de R$ 50 milh\u00f5es e vai abranger toda a Trifronteira [cerca de 50 mil habitantes, somados os tr\u00eas munic\u00edpios]. A Secretaria da Fazenda de Santa Catarina prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de 20 mil postos de trabalho em 20 anos. O governo catarinense tamb\u00e9m deve investir R$ 6 milh\u00f5es para a melhoria do trevo na BR-163. O governo federal tamb\u00e9m dever\u00e1 ajudar nas revitaliza\u00e7\u00f5es\u201d, contextualiza Bianca, acrescentando que o fluxo de 80 caminh\u00f5es\/dia deve saltar para 500 caminh\u00f5es\/dia ap\u00f3s o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A Trifronteira ser\u00e1 uma alternativa aos postos secos do Rio Grande do Sul e do Paran\u00e1, como Curitiba, Foz do Igua\u00e7u, Cascavel, Maring\u00e1, Paranava\u00ed e Nova Londrina. Mesmo sem estar em opera\u00e7\u00e3o, a opera\u00e7\u00e3o movimenta a economia da fronteira. \u00c1reas cedidas para empresas de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o est\u00e3o na fase de licen\u00e7a ambiental. O mercado da constru\u00e7\u00e3o civil est\u00e1 aquecido, com a constru\u00e7\u00e3o de armaz\u00e9ns.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 procura grande para a contrata\u00e7\u00e3o de pessoas. Atualmente, existem 200 postos de trabalho em aberto, principalmente no setor administrativo, para o com\u00e9rcio exterior. Tamb\u00e9m h\u00e1 defici\u00eancia na qualifica\u00e7\u00e3o e, por isso, firmamos conv\u00eanio com o Senac, para realiza\u00e7\u00e3o de cursos t\u00e9cnicos\u201d, completa a vice-prefeita.<\/p>\n<h2><strong>Planejamento necess\u00e1rio<\/strong><\/h2>\n<figure id=\"attachment_56389\"  class=\"figure alignnone\" style=\"width: 857px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-site-padrao wp-image-56389\" src=\"https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Rodovia_foz15_credito-GeraldoBubniak_AEN-PR-847x565.jpg\" alt=\"\" width=\"847\" height=\"565\" srcset=\"https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Rodovia_foz15_credito-GeraldoBubniak_AEN-PR-847x565.jpg 847w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Rodovia_foz15_credito-GeraldoBubniak_AEN-PR-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Rodovia_foz15_credito-GeraldoBubniak_AEN-PR-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Rodovia_foz15_credito-GeraldoBubniak_AEN-PR-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Rodovia_foz15_credito-GeraldoBubniak_AEN-PR-543x362.jpg 543w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Rodovia_foz15_credito-GeraldoBubniak_AEN-PR-336x224.jpg 336w\" sizes=\"auto, (max-width: 847px) 100vw, 847px\" \/><figcaption class=\"figure-caption\">Pedagio<br \/>Foz do Igua\u00e7u, 30\/10\/2019 &#8211; Foto: Geraldo Bubniak\/AEN<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Eng. Civ. Diogo Colella, gerente da Regional Pato Branco do Crea-PR e com mestrado em Engenharia Civil: Planejamento e Opera\u00e7\u00e3o de Sistemas de Transportes pela USP, observa que o porto seco traz uma s\u00e9rie de vantagens para o transporte de cartas, al\u00e9m das tribut\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u201cComo est\u00e1 na divisa com a Argentina, agiliza a entrada e a sa\u00edda de produtos para o Mercosul. Para o Governo, \u00e9 mais um item de seguran\u00e7a, mais um ponto de controle garantindo a sanidade dos produtos que entram e saem\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Mas, o especialista alerta para os problemas no modal rodovi\u00e1rio. \u201cO porto seco gera uma concentra\u00e7\u00e3o de demandas e ser\u00e1 necess\u00e1rio melhorar a infraestrutura no entorno para o recebimento dos caminh\u00f5es, \u00e1rea de transbordo de cargas, poss\u00edvel ramal ferrovi\u00e1rio. Al\u00e9m, \u00e9 claro, de cidades preparadas para receber os caminhoneiros, com sinaliza\u00e7\u00e3o diferenciada, estacionamentos, op\u00e7\u00f5es de hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o, entre outras.\u201d<\/p>\n<p>Para o tr\u00e1fego, o engenheiro cita detalhes como a defini\u00e7\u00e3o de velocidade m\u00e9dia dos ve\u00edculos, aumento das terceiras faixas e instala\u00e7\u00e3o de balan\u00e7a de pesagem. \u201cO gerenciamento da qualidade da pavimenta\u00e7\u00e3o dever\u00e1 prever per\u00edodos mais curtos para a revitaliza\u00e7\u00e3o dos trechos. Em fun\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego de caminh\u00f5es pesados e de ser uma regi\u00e3o com forte gradiente t\u00e9rmico ao longo do ano [diferen\u00e7as elevadas entre temperaturas m\u00e1ximas e m\u00ednimas registradas], \u00f3rg\u00e3os como o DNIT e o DER ter\u00e3o que levar esses fatores em conta.\u201d<\/p>\n<h2><strong>Em alta<\/strong><\/h2>\n<p>A presidente da Associa\u00e7\u00e3o Empresarial da Fronteira (Ascoagrin), Raquel Schwab, acredita que o impacto do porto seco em Dion\u00edsio Cerqueira refletir\u00e1 no oeste catarinense, em munic\u00edpios como Cedro e Guaruj\u00e1 do Sul, e no sudoeste do Paran\u00e1, at\u00e9 Capanema.<\/p>\n<p>\u201cMuitas empresas est\u00e3o instaladas virtualmente e, agora, os despachantes aduaneiros est\u00e3o investindo no quadro de funcion\u00e1rios, nos armaz\u00e9ns, muitos deles sendo constru\u00eddos. \u00c1reas de terra est\u00e3o sendo loteadas e vendidas. As empresas de log\u00edstica e os transportadores esperam por isso. Com a proje\u00e7\u00e3o do aumento de mais de 20 mil empregos, deveremos ter cerca de 60 mil pessoas a mais na Trifronteira\u201d, calcula.<\/p>\n<p>Raquel adverte que ser\u00e3o necess\u00e1rias mais moradias e que o setor de constru\u00e7\u00e3o civil est\u00e1 em crescimento na regi\u00e3o. \u201cHoje, existe d\u00e9ficit habitacional. Temos observado a vinda de muitos empres\u00e1rios e construtoras, para investir no segmento. Precisamos de tudo, e muito. Aqueles que tiverem olhar ousado, v\u00e3o se sobrepor\u201d, acredita.<\/p>\n<p>A presidente da Ascoagrin conta que a diretoria da entidade est\u00e1 atenta a outras defici\u00eancias, como nos modais de transporte e tem participado das mobiliza\u00e7\u00f5es para a implanta\u00e7\u00e3o de um terminal ferrovi\u00e1rio da Nova Ferroeste na regi\u00e3o sudoeste do Paran\u00e1. Solicita\u00e7\u00f5es para melhorias nas rodovias PRC-280 e BR-163 tamb\u00e9m s\u00e3o bandeiras da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2><strong>Modal alternativo<\/strong><\/h2>\n<figure id=\"attachment_56390\"  class=\"figure alignnone\" style=\"width: 857px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-site-padrao wp-image-56390\" src=\"https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/foto-trem-Ferroeste-3-847x565.jpg\" alt=\"\" width=\"847\" height=\"565\" srcset=\"https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/foto-trem-Ferroeste-3-847x565.jpg 847w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/foto-trem-Ferroeste-3-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/foto-trem-Ferroeste-3-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/foto-trem-Ferroeste-3-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/foto-trem-Ferroeste-3-543x362.jpg 543w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/foto-trem-Ferroeste-3-336x224.jpg 336w\" sizes=\"auto, (max-width: 847px) 100vw, 847px\" \/><figcaption class=\"figure-caption\">default<\/figcaption><\/figure>\n<p>O transporte por via f\u00e9rrea \u00e9 uma alternativa que se apresenta para resolver problemas de log\u00edstica e aliviar o tr\u00e1fego de caminh\u00f5es pesados nas rodovias. A Nova Ferroeste \u00e9 um projeto de engenharia que visa a amplia\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Paran\u00e1 Oeste S\/A (Ferroeste). O novo tra\u00e7ado, com 1.567 quil\u00f4metros, entre os munic\u00edpios de Maracaju (MS) e Paranagu\u00e1 (PR), ter\u00e1 um ramal para ligar Cascavel a Foz do Igua\u00e7u e outro de Cascavel a Chapec\u00f3 (SC).<\/p>\n<p>A possibilidade de implanta\u00e7\u00e3o de um ramal da Nova Ferroeste no sudoeste do Estado tem sido discutida por lideran\u00e7as da regi\u00e3o. Um estudo de viabilidade do projeto, encomendado por sete entidades catarinenses, contou com o apoio de entidades sudoestinas, como a Cacispar, Amsop, Fiep, Irdes, Sebrae\/PR, Faep\/Senar, OAB Paran\u00e1 e Acipa Palmas. O tema tamb\u00e9m tem sido acompanhado de perto por representantes do Crea-PR.<\/p>\n<p>Luiz Henrique Fagundes, coordenador do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferrovi\u00e1rio (GT Ferrovias), iniciativa multissecretarial e multidisciplinar, relata que a amplia\u00e7\u00e3o do porto seco na Trifronteira n\u00e3o foi contemplada nos estudos da Nova Ferroeste. Mas, ressalta que se trata de um \u201cforte indutor log\u00edstico.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEfetivamente, \u00e9 uma porta para o Mercosul, principalmente para o Paraguai. Hoje, o pa\u00eds planta e exporta muito mais soja para o Brasil do que a Argentina. Independentemente de se contar ou n\u00e3o com um ramal da Ferroeste na regi\u00e3o sudoeste do Paran\u00e1, entendo que o mercado ser\u00e1 mais eficiente na defini\u00e7\u00e3o de terminais\u201d, afirma o engenheiro Fagundes.<\/p>\n<p>Ele salienta um fator que pode mudar o jogo, a aprova\u00e7\u00e3o da Lei de Autoriza\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria (n\u00ba 21.330), sancionada pelo governador do Paran\u00e1, em 22 de dezembro do ano passado. A legisla\u00e7\u00e3o regulamenta o transporte ferrovi\u00e1rio de bens e passageiros e complementa a mudan\u00e7a constitucional que permitiu a introdu\u00e7\u00e3o desse modelo no Estado, seguindo os mesmos par\u00e2metros do governo federal.<\/p>\n<p>Com o marco regulat\u00f3rio, os pedidos de novas linhas ferrovi\u00e1rias podem ser encaminhados diretamente \u00e0 Secretaria de Infraestrutura e Log\u00edstica (SEIL), respons\u00e1vel pela an\u00e1lise dos projetos e o parecer final. \u201cA lei \u00e9 uma ruptura, uma quebra de paradigma, pois permite ao setor privado construir e operar seus trechos de ferrovia, de forma integrada com a Ferroeste. Uma das possibilidades \u00e9 fazer a conex\u00e3o do porto seco \u00e0 ferrovia, com a constru\u00e7\u00e3o de <em>short lines<\/em> (acessos) ou integrar os armaz\u00e9ns desta forma\u201d, explica Fagundes.<\/p>\n<p>No momento, o projeto da Nova Ferroeste aguarda aprova\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a ambiental, por parte do Ibama. A expectativa \u00e9 de que os pedidos adicionais do Ibama sejam atendidos at\u00e9 o pr\u00f3ximo m\u00eas de abril e o leil\u00e3o possa ser marcado no in\u00edcio de 2024. \u201cO transporte f\u00e9rreo resulta em 30% de redu\u00e7\u00e3o do custo log\u00edstico, em m\u00e9dia. De US$ 60,00 por tonelada, o custo cai para cerca de US$ 40,00. Um vag\u00e3o tira de tr\u00eas a quatro caminh\u00f5es, e uma composi\u00e7\u00e3o pode ter at\u00e9 140 vag\u00f5es. Este \u00e9 o grande ganho da infraestrutura\u201d, exemplifica o coordenador do GT Ferrovias.<\/p>\n<h2><strong>Pontos positivos<\/strong><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-site-padrao wp-image-56391\" src=\"https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Marco-8pontos_LuisCarlosGnoatto-847x564.jpg\" alt=\"\" width=\"847\" height=\"564\" srcset=\"https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Marco-8pontos_LuisCarlosGnoatto-847x564.jpg 847w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Marco-8pontos_LuisCarlosGnoatto-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Marco-8pontos_LuisCarlosGnoatto-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Marco-8pontos_LuisCarlosGnoatto-2048x1364.jpg 2048w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Marco-8pontos_LuisCarlosGnoatto-543x362.jpg 543w, https:\/\/www.crea-pr.org.br\/ws\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Marco-8pontos_LuisCarlosGnoatto-336x224.jpg 336w\" sizes=\"auto, (max-width: 847px) 100vw, 847px\" \/><\/p>\n<p>Robson Leandro Mafioletti, superintendente do Sindicato e Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas do Estado do Paran\u00e1 (Ocepar), entende que o novo porto seco na Trifronteira e a possibilidade de instala\u00e7\u00e3o de outro em Santo Antonio do Sudoeste tem import\u00e2ncia estrat\u00e9gica. Afinal, h\u00e1 v\u00e1rias cooperativas com investimentos em andamento ou em projetos.<\/p>\n<p>\u201cPor muito tempo, o Sudoeste n\u00e3o recebeu a devida prioridade, situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 mudando. Muitas cooperativas est\u00e3o se instalando na \u00e1rea, o que vai demandar investimentos como a melhoria das rodovias. O porto seco propiciar\u00e1 agilidade nos processos\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Mafioletti, engenheiro agr\u00f4nomo de forma\u00e7\u00e3o e ex-conselheiro do Crea-PR, salienta o os pontos fortes da regi\u00e3o. \u201cTem grande potencial, por ser forte na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e de prote\u00edna animal, contar com m\u00e3o de obra e contar com um entroncamento rodovi\u00e1rio que favorece a log\u00edstica. \u00c9 uma soma que atrai as cooperativas agr\u00edcolas\u201d, resume o superintendente da Ocepar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por muito tempo a regi\u00e3o com menor popula\u00e7\u00e3o e Produto Interno Bruto (PIB) do Paran\u00e1, o sudoeste do Estado deve ver sua realidade socioecon\u00f4mica transformada nos pr\u00f3ximos dez anos, gra\u00e7as a investimentos na fronteira do Paran\u00e1 com Santa Catarina e a Argentina. 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