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Acesso em 30/10/2026 às 07h50.
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Gargalos na produção de grãos discutidos na Areac

17 de agosto de 2017, às 9h51 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

A Areac (Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel) e o POD (Programa Oeste em Desenvolvimento), promoveu no último dia 4 de agosto, na sede da entidade em Cascavel, uma reunião da cadeia produtiva de grãos da região Oeste do Paraná. Além de pesquisas apresentadas, foram discutidos os gargalos do setor.
A coordenadora do curso de Agronomia do Centro Universitário Assis Gurgacz, Ana Paula Simonetti, apresentou duas pesquisas feitas em conjunto com estudantes do curso. A primeira delas, feita neste ano, tinha como tema a assistência técnica. Foram ouvidos 70 agricultores, entre pequenos, médios e grandes da região. “Queríamos saber a qualidade do serviço e a posição do agricultor para com o engenheiro agrônomo”, disse. Entre as principais conclusões obtidas estiveram a satisfação a maioria deles em relação aos serviços prestados, a procura mais comum por agrônomos das cooperativas e de órgãos de extensão rural em vez de profissionais na iniciativa privada e também a informação de que mais de 80% dos agricultores nunca contrataram um profissional desses para ser responsável pela sua propriedade.
 
Em um segundo momento, Ana apresentou uma pesquisa sobre o Receituário Agronômico, feita no ano passado. O levantamento quis identificar a opinião dos agricultores, agrônomos e representantes das empresas agroquímicas sobre o assunto. “Dentre as principais conclusões que tivemos estão a necessidade de simplificá-lo, de que 70% dos produtores levam em consideração a opinião de um agrônomo antes de se decidirem e que 90% dos representantes de empresas acreditam que ele deveria permitir a mistura de produtos no tanque, o que atualmente é proibido”.
Na reunião também foram formados grupos para debater alguns gargalos da produção de grãos no Oeste do Paraná. Os principais problemas identificados são: degradação do solo; falta de efetividade na assistência técnica e na extensão rural; gestão; resistência aos defensivos e proibição de mistura de formulações.
Entre as presenças ilustres do evento, estiveram o presidente da FEAPR (Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná), Ricardo Antônio Palma e o presidente da Apepa (Associação Paranaense de Planejamento Agropecuário), Daniel Galafassi. Para o presidente da Areac, Francisco Justo Junior, a discussão é fundamental para aumentar a competividade do setor, que é fundamental para o funcionamento de todas as outras cadeias produtivas, como a do leite, carne, frango e suínos. “A união das entidades de classe quer garantir que eles continuem a produzir, cada vez mais e melhor”. Profissionais da Emater, do Sindicato Rural de Cascavel e de outras entidades também participaram.
(Assessoria de imprensa da Areac)