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Acesso em 02/11/2026 às 10h38.
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CCEAGRO inquire sobre a matriz do conhecimento proposta pelo CONFEA

18 de julho de 2011, às 14h06 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

O coordenador da Câmara Especializada de Agronomia do Paraná, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná e ex-coordenador do curso de Agronomia da UFPR, engenheiro agrônomo Luiz Antonio Corrêa Lucchesi, representou o CREA-PR no “Workshop para validação do aplicativo de concessão de atribuições pela Resolução nº 1.010, de 2005”, promovido pelo CONFEA em Brasília nos dias 11 e 12 deste mês.

O encontro está causando grande polêmica, uma vez que o tema decidirá os destinos das profissões de nível superior afetas à Modalidade Agronomia no Brasil, com grandes implicações ao desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira.

Segundo Lucchesi, a viagem à Brasília foi marcada por grande entusiasmo para entender o funcionamento da chamada “matriz do conhecimento”, preparada por uma “comissão de notáveis” e que define as atribuições dos profissionais da modalidade da Agronomia do Brasil, bem como das demais profissões afetas ao Conselho. No entanto, para sua surpresa e a de

Todos os presentes, o formato da reunião impediu qualquer discussão sobre o funcionamento da matriz, fazendo com que os participantes ficassem sem entender a lógica e o funcionamento da mesma. “A reunião foi conduzida de forma a simplesmente aprovar e validar algo de que não temos conhecimento”, comenta Lucchesi. “Além disso, ficamos frustrados por não termos tido tempo de apresentar os três exemplos de curso do Paraná, bem como a impossibilidade de compreender como poderíamos aprimorar os seus currículos de forma a permitir aos seus alunos uma formação com maior possibilidade de atuação e de inserção dos profissionais egressos no mercado”, diz, referindo-se aos cursos de Engenharia de Pesca (Unioeste), Engenharia Florestal e Agronomia (UFPR).

Indignados com a situação imposta pelo CONFEA, coordenadores estaduais se articularam e formularam um documento final que, após algumas modificações, apresentou o seguinte posicionamento: a CCEAGRO deve opinar sobre a “Matriz do Conhecimento” antes do aplicativo/software ser validado; as atribuições profissionais para técnicos de Nível Médio e tecnólogos devem ser implementadas seguindo os mesmos critérios e bases conceituais propostos, e eventualmente, adotados para os profissionais de Nível Superior do Sistema.

Ainda segundo o documento, o evento não oportunizou o conhecimento prévio, tampouco a manifestação pelas Câmaras Especializadas de Agronomia quanto a “Matriz do Conhecimento,” entendida como a base primordial para a consolidação e validação do aplicativo proposto pelo CONFEA.

“Queremos que o CONFEA divida esta grande responsabilidade de acordar sobre o assunto com os coordenadores de curso das diversas instituições de ensino superior quer formam nossos profissionais, que muito serão influenciados por esta decisão”, conclama o gerente da Assessoria de Apoio às Instituições de Ensino do CREA-PR, engenheiro agrônomo Lineu Guasque. “O CREA-PR propõe que a Matriz seja trazida para a discussão com os coordenadores de curso das comissões afetas à Agronomia, e, para isso, convidamos interessados, especialistas e conselheiros federais para este debate no encontro de Docentes e Discentes que o Conselho promove em setembro em Foz do Iguaçu”, completa.


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