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Acesso em 10/08/2022 às 02h38.

Ações de fiscalização do Crea-PR focam em hospitais de todo o estado

Meta é verificar 50% dos hospitais públicos e privados do Paraná somente nos meses de maio e junho. Na Regional de Guarapuava, a previsão é de 29 ações fiscalizatórias nesse período

20 de maio de 2022, às 17h15 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

Os hospitais públicos e privados do Paraná estão no foco das ações fiscalizatórias do Crea-PR (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná). Em uma estratégia intensiva de atuação, a autarquia preparou um cronograma de visitas técnicas para fiscalizar instalações e manutenções nas estruturas hospitalares do Estado. 

Conforme a gerente do Defis (Departamento de Fiscalização) do Crea-PR e Engenheira Ambiental, Mariana Maranhão, o Paraná possui atualmente 433 hospitais. A meta da autarquia é, a partir da ação intensiva, fiscalizar 50% deles, nos meses de maio e junho. “As fiscalizações hospitalares já faziam parte da nossa rotina fiscal, mas agora, a partir de uma meta nacional estabelecida pelo Sistema CONFEA/CREA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), vamos fazer uma força-tarefa para fiscalizar 100% dos hospitais até o final de 2022. Essa ação vai se repetir em todos os Estados do país”, detalhou. 

Para isso, cada Regional paranaense organizou seu cronograma de atuação. Nos municípios da Regional de Guarapuava, as fiscalizações começaram em Pitanga. Conforme o calendário estabelecido, serão 29 ações fiscalizatórias nos meses de maio e junho, percorrendo os municípios de Guarapuava, Bituruna, Candói, Cruz Machado, Irati, Laranjeiras do Sul, Mallet, Nova Tebas, Paulo Frontin, Pinhão, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Rebouças, Rio Azul, Santa Maria do Oeste, São Mateus do Sul, Turvo, Rio Azul e União da Vitória. 

Parte imprescindível da cadeia de atendimento à saúde, os hospitais são espaços com forte operação rotineira de serviços de diferentes modalidades da engenharia. “A presença de atividades da engenharia nos hospitais é maior do que se imagina. Podemos vê-la na instalação e manutenção dos equipamentos odonto-médico-hospitalares, dos equipamentos de ar condicionado, elevadores, caldeiras, rede de incêndio, central de gás, geradores, transformadores, quadros e cabines de energia, plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, desinsetização, entre outras obras e serviços”, explicou Mariana. Segundo a gerente de fiscalização, muitos deles contam com legislação específica e normas que norteiam os serviços, necessitando assim, de conhecimento técnico para sua realização.  

É nessa missão que a equipe do Crea-PR se apresenta, seguindo um protocolo específico. “Vamos verificar quem está fazendo essas atividades, se é um profissional habilitado para a demanda e se o registro está regular perante o sistema, permitindo que atue profissionalmente. Nas situações em que a manutenção é obrigatória, vamos averiguar se houve esse procedimento no tempo correto. Caso haja a negativa, fazemos a denúncia formal ao órgão competente”, esclareceu. 

Neste caso, o órgão de encaminhamento que receberá o relatório de irregularidade será definido conforme a natureza da atividade fiscalizada, podendo assim, a denúncia ter como destino a Vigilância Sanitária, Secretaria Municipal de Saúde, Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalhou ou Prefeitura Municipal. Entre as irregularidades mais frequentes encontradas nas fiscalizações estão a falta de registro de empresas de pessoa jurídica, de profissional habilitado e de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). 

 “Podemos considerar essas operações fiscalizatórias, ações diretas de defesa da sociedade em prol da segurança porque quando temos profissionais habilitados e responsáveis pelas manutenções preventivas em hospitais, diminuímos o risco à sociedade”, concluiu a gerente de fiscalização do Crea-PR.  


Comentários

  1. Nilce disse:

    Bom dia. Quais os critérios utilizados para as empresas prestadoras de serviço das manutenções preventivas corretivas. Fabrica laudos….

    1. Comunicação Crea-PR disse:

      Olá, Nilce. Tudo bem?
      Não conseguimos te ajudar com os critérios que as empresas utilizam. Ou você deseja saber os critérios utilizados pela nossa fiscalização?

  2. Neuri José Dal Molin disse:

    Bom dia!
    Posso estar equivocado, como foram definidas as prioridade de fiscalização? água me parece que ficou em segundo plano, a grande maioria dos hospitais sabemos que usam água de poço artesiano, será que possuem OUTORGA de uso,? controle de dispositivo de vazão e de horas captadas, dados estes que foram referendados na outorga pelo estado seguindo as informações do projeto construtivo elaborados por profissional habilitado com o devido registro NO CREA, OU NÃO!
    Será que estes poços não são clandestinos?
    Obs: não sou geólogo!

    1. Comunicação Crea-PR disse:

      Olá, Neuri. Tudo bem?
      A prioridade da fiscalização é verificar todos os serviços de engenharia presentes na obra. Se, por exemplo, o hospital possui um poço artesiano, a fiscalização verifica se houve um profissional habilitado que realizou o serviço e como está sendo feita a manutenção.

  3. eduardo junqueira ferreira de carvalho disse:

    Muito importante a fiscalização pois só assim se pode previnir infecções hospitalares e disseminação de doenças atraves do ar pois o que mais encontro dificuldade é no entendimento do cliente na renovação de filtros de ar descartavéis nos sistemas de ar condicionado onde a sua não troca acaba sendo foco de virus , fungos e bacterias que se alastram em todos os ambientes.

    1. Comunicação Crea-PR disse:

      Exatamente, Eduardo! A fiscalização é importante em todos as áreas das engenharias, agronomia e geociências. Agradecemos seu comentário!

  4. EDER DIAS CASOLA disse:

    Parabéns pela iniciativa, pois passado esses dois anos de pandemia estas instituições precisam se adequarem no atendimento ao sistema legal de sua atividade.
    Creio que estas fiscalizações poderiam no primeiro momento, ser de notificação e prazo para se adequarem, evitando a penalide pecuniária, pois muitas destas instituições passam por dificuldades financeiras e retirar ainda mais os recursos já escassos, se torna uma penalidade para os próprios usuários do sistema.

    1. Comunicação Crea-PR disse:

      Muito bacana, Eder! Agradecemos pela sugestão.

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