Benefícios do Sistema, o profissional do futuro e a anfitriã do 30º FDD foram os destaques do dia
Docentes e membros do CreaJr-PR participaram de painéis e escolheram a Instituição de Ensino que receberá o evento em 20231 de setembro de 2022, às 12h40 - Tempo de leitura aproximado: 12 minutos

Nesta quinta-feira (01) o 29º Fórum de Docentes e Discentes do Crea-PR, iniciou com o O que o Sistema Confea/Crea/Mútua e CredCrea faz por você, direcionado a todo o público presente e aos espectadores no canal do Youtube do Crea-PR e do Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz – FAG.
O evento anual que reúne coordenadores, professores e acadêmicos dos cursos das Engenharias, Agronomia e Geociências de todas as regiões do Paraná e profissionais convidados, trata de questões atuais do ensino superior e aproxima as Instituições de Ensino da realidade de atuação do Conselho, promovendo um debate.
O Fórum acontece com apoio do Confea, da Mútua-PR e da CredCrea Cooperativa de Crédito, além da anfitriã, FAG. A Comissão de Educação e Atribuição Profissional, o Colégio de Instituição de Ensino e os membros dirigentes do CreaJr-PR, são responsáveis pela programação do evento.
O que o Sistema Confea/Crea/Mútua e CredCrea faz por você?
O painel Assistência e benefícios da Mútua foi apresentado pelo diretor geral da Mútua-PR, Eng. Civ. Julio Cesar Vercesi Russi. Ele apresentou o que é a Mútua, Caixa de Assistência dos Profissionais do Sistema Confea/Crea, e os principais produtos e benefícios disponíveis.

Por meio da Mútua, é possível obter recursos para investimentos em equipamentos, veículos, férias e imóveis. As taxas de juros são normalmente inferiores às praticadas no mercado financeiro. O Garante Saúde, por exemplo, é um programa de assistência à saúde que pode ser usado em casos de atendimento médico, hospitalar, odontológico, compra de remédios e até pagamento de planos de saúde. A taxa de administração é a menor do mercado, com taxa de juros que varia entre 0,30 e 0,40% ao mês. Um grande diferencial é o plano de previdência privada oferecido pela Mútua, que hoje é o produto mais acessado pelos nossos profissionais, com diferenciais significativos aos planos existentes no mercado.
Hoje, de acordo com dados repassados por eles, são mais de 7,3 mil profissionais inscritos, sendo que houve um crescimento de 420% do número de associados entre 2021 e 2022. O resultado, segundo ele, vem da inscrição de novos profissionais, que já estão se conscientizando sobre a importância da Mútua.
“A cada dia que passa, associamos mais pessoas, pois temos programas que levam a apresentação da Mútua no momento da entrega das carteirinhas para os recém-formados. Hoje, temos muitos jovens associados”, destacou Russi.

O painel Os benefícios do Cooperativismo de Crédito no Sistema foi apresentado pelo Eng. Civ. Gelásio Gomes, diretor-presidente da Cooperativa CredCrea, que mostrou a história da criação da Cooperativa e alguns dos principais produtos oferecidos, além de um panorama geral do cooperativismo.
A Cooperativa CredCrea, tem em sua gama de serviços tudo o que se encontra em qualquer grande rede bancária, no entanto, a custos mais baixos. São linhas de acesso a recursos que ampliam o braço assistencial, como cartões de crédito e até financiamentos imobiliários nos mesmos padrões de bancos estatais. A CredCrea não é apenas um banco, é uma forma de trabalho sem fins lucrativos, que devolve anualmente dividendos aos profissionais, empresas, estudantes e seus familiares cooperados.
“Nossa resposta às demandas dos profissionais é rápida e, às vezes, mais ágil que de bancos tradicionais. Para isso, basta que os profissionais nos apresentem as demandas, que nós iremos reunir o Conselho, votar e já viabilizar o projeto. Com a energia fotovoltaica, por exemplo, podemos financiar projetos de até R$7 milhões”, observou Gelásio.

O painel Sistema Confea/ Crea-PR e sua atuação em prol dos profissionais foi apresentado pelo Eng. Civ. Ricardo Rocha de Oliveira, presidente do Crea-PR. “O Sistema Profissional surgiu para a regulamentação das profissões e para atuar em defesa da sociedade, diz. E complementa, “essas discussões são importantes porque, muitas vezes, os profissionais e a sociedade não entendem totalmente a função do Sistema. Nossas profissões são fundamentais para proteger a sociedade e o Sistema existe para essa mesma finalidade: proteger e trabalhar em prol das pessoas”, enfatizou o presidente do Crea-PR.
O Crea-PR tem como atividade-fim fiscalizar o exercício das atividades de Engenharia, Agronomia e Geociências. Por meio das fiscalizações, o Conselho defende as profissões da atuação de leigos e assegura o bem-estar da sociedade ao verificar que as obras e serviços – públicos ou privados – estão sendo realizados por profissionais capacitados e de conhecimento técnico, que agem em conformidade com as legislações vigentes nos municípios e no estado.
Ao se registrar no Conselho os Engenheiros, Agrônomos e Geocientistas obtêm títulos e registros, garantindo que estão aptos a exercer os conhecimentos adquiridos ao longo da vida acadêmica, e passam a fazer parte de um sistema (Sistema Confea/Crea/Mútua) do qual têm acesso a diversos serviços e benefícios.
O presidente apresentou o Mapa Estratégico do Crea-PR e destacou alguns objetivos desenvolvidos com base na missão do Conselho, valorizar as profissões e seu exercício ético. Ele citou também ações como os Editais de Chamamento, um trabalho em parceria com as Entidades de Classe para a realização de eventos e produtos para a atualização dos profissionais; o papel do Conselho representando e defendendo os interesses de Engenheiros, Agrônomos e Geocientistas junto aos órgãos públicos na Agenda Parlamentar, entre outros.

Após as apresentações, a Eng.ª Civ. Margolaine Giacchini mediou as perguntas enviadas aos painelistas.
Veja aqui o que o Sistema Confea / Crea / Mútua e CredCrea faz por você.
Candidatas a sediar o 30º Fórum de Docentes e Discentes do Crea-PR
Na sequência as Instituições de Ensino que se inscreveram como candidatas a serem anfitriãs do 30º Fórum de Docentes e Discentes apresentaram as cidades e a estrutura da instituição para receber o evento:

- Faculdade de Tecnologia e Ciências do Norte do Paraná – UniFatecie – Paranavaí, apresentada pelo professor Julio Cesar Tocacelli Collela;

- Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR – Curitiba apresentada pelo professor Ricardo Alexandre Diogo;

- Centro Universitário UGV – União da Vitória, apresentado pelo professor Thiago Castro Bezerra;

- Centro Universitário Uningá – Maringá, apresentada por meio de um vídeo enviado pela instituição.
Foi então aberta a votação eletrônica, onde participaram os presentes no evento, assim como os espectadores remotos.
No encerramento do Fórum foi anunciada a PUCPR como sede do 30º Fórum de Docentes e Discentes, que acontecerá em agosto de 2023.
O Profissional do futuro
Outro ponto alto da manhã foi a mesa redonda “O profissional do futuro”, composta por dois painéis e um debate. Inicialmente, a discussão foi conduzida pela gestora da informação da FIEP, Isabela Drago. A especialista começou destacando que para se preparar para o futuro, é preciso compreender qual será a formação dele. Por isso, ela apresentou um estudo que indica que o Brasil é um dos países que sofre com os impactos de mudanças demográficas, visto que os brasileiros estão vivendo mais, mas nascendo em menor quantidade.

“Temos um envelhecimento da população, que impacta diretamente no perfil etário e no perfil dos profissionais que estarão disponíveis no futuro. Para 2040, teremos pelo menos 52% da população acima dos 40 anos e em 2060, projeta-se uma queda de 45% da população infantil. São números que reforçam a necessidade de nos prepararmos para essa realidade”, indicou.
Nesse sentido, Isabela enumerou alguns dos pilares tecnológicos que merecem a atenção dos profissionais, sendo eles: Big Data e Analytics; cibersegurança; computação na nuvem; integração de sistemas; internet das coisas; manufatora aditiva; realidade aumentada; simulação e sistemas autônomos. Todos eles, no entanto, dependem de um fator comum: soft skills.
“Não dá para trabalhar com futuro sem pensar nessas habilidades. Por isso, precisamos trabalhar e preparar os profissionais para o trabalho em equipe, a comunicação, o pensamento crítico, a mentalidade digital e a resolução de problemas”, enfatizou.

Complementando esse pensamento, a gerente de gestão da Unicampo, cooperativa formada por profissionais de ciências agrárias em nível superior, Renata Mantovani, apresentou o trabalho realizado, enfatizando que ali, o foco é no estudo do futuro hoje.
“Não conseguimos mais prever o que vai acontecer daqui a dez ou quinze anos, então precisamos pensar no que é necessário hoje, pois o futuro é hoje”, indicou.
Nesse sentido, segundo ela, quem sai na frente são profissionais que tem autoconsciência, inteligência emocional e relacionam a pratica com a teoria, sempre balizando as soft skills.
“Como não sabemos quais desafios teremos no futuro, precisamos desenvolver a capacidade de adaptação. Para isso, nossos cooperados trabalham na prática, entendendo o que precisa ser feito e o que pode ser melhorado”, comentou.
A gerente também apresentou alguns cases da cooperativa e, principalmente, das mudanças que eles têm sentido no decorrer dos dias no campo.
“Antes, era basicamente o conhecimento técnico que mandava nas oportunidades. Isso não deixou de ser importante, mas há 20 anos o mercado passou a olhar para as competências socioemocionais e a experiência profissional. Hoje, além de tudo isso, percebemos empresas observando tudo isso, mais a aderência aos valores e a cultura”, explicou.
Nesse sentido, ela comentou que hoje existem três competências que são buscadas pelo mercado e que continuarão sendo requisitos nos próximos anos, sendo elas: técnicas, organizacionais e essenciais e comportamentais.
“Nosso mercado está aquecido e novas oportunidades estão surgindo, mas ainda há um gap de profissionais por falta de qualificação adequada e isso depende do desejo e da dedicação de cada um”, completou.

Depois dos painéis, ocorreu um debate com as duas profissionais, mediado pelo Eng. Agr. e professor universitário José Abramo Marchese, que enfatizou a relevância da discussão e dos aprendizados compartilhados pelos profissionais.
“O Núcleo Docente estruturante atua constantemente na melhora dos nossos PPCs (Proposta Pedagógica Curricular), e foi reforçado que essas mudanças estão acontecendo muito rapidamente. Estamos correndo e nesse momento temos oportunidade de discutir o perfil do nosso egresso, que é o profissional do futuro”, introduziu.
Depois, o professor questionou sobre o futuro das profissões correlatas às Engenharias, Agronomia e Geociências. Isabela Drago alertou: com as novas tecnologias, as funções como são conhecidas hoje estão, sim, ameaçadas. Mas há caminhos para a superação. “As habilidades sociocomportamentais nos darão subsídios para darmos conta desses ajustes. São elas que vão fazer a diferença para a adaptação e atualização às novas demandas que estão surgindo”, respondeu Isabela.
Nesse sentindo, Renata ainda complementou: a atualização dentro das salas de aula já precisa acontecer. Segundo ela, é um desafio necessário e urgente. “Estão começando a haver alguns movimentos das instituições de ensino para essa capacitação e preparação do profissional, mas o caminho ainda é bem longo e desafiador justamente porque estamos diante dessas emoções e sensações o tempo todo, mas elas podem passar despercebidas. Isso faz a gente levantar um alerta sobre o nosso compromisso, que é preparar e acolher”, consolidou.
Em uma nova discussão sobre as tecnologias e o desenvolvimento delas, Isabela Drago reforçou a necessidade de instituições de ensino, empresas, cooperativas e sociedade voltarem a pensar no fator humano como centro de tudo. “A tecnologia serve para trazer o bem, o desenvolvimento e trazer melhorias para a sociedade, colocando os seres humanos no centro de tudo – e não o contrário. Às vezes, nos perdemos um pouco nessa dinâmica, mas é preciso resgatar esse propósito”, raciocinou.
Renata, por sua vez, também deu ênfase a essa valorização. De acordo com ela, todos os profissionais têm à disposição uma caixa de ferramentas, mas é preciso ter raciocínio crítico para compreender em qual momento se usa o quê. “Apesar de toda tecnologia, a aproximação humana continua essencial. Por isso, é preciso pensar cada vez mais sobre como usamos cada uma das ferramentas disponíveis, não ignorando a humanização”, finalizou Renata.
Para encerrar a programação, após o almoço, os participantes do Congresso puderam fazer uma visita técnica na Fazenda Escola do Centro Universitário FAG, que é referência na região.
A programação, além de ter sido realizada no Centro Universitário FAG, em Cascavel, também foi 100% transmitida via YouTube. A próxima edição já está marcada para os dias 22, 23 e 24 de agosto de 2023, em Curitiba, no Campi da PUC-PR.
Agradecimentos
Para Bruna Milagres, coordenadora estadual do CreaJr-PR, o Congresso entregou muito valor e agradeceu a todos os participantes. “Independente se está no primeiro período ou no último, todos os temas foram muito importantes e valiosos. Agradeço a todos e convido novamente para que estejam presentes na próxima edição”, salientou.
A Eng.ª Civ. Débora Felten, professora e coordenadora do curso de Engenharia Civil do Centro Universitário FAG, destacou a oportunidade de apresentar a instituição para os demais. “Queríamos muito mostrar a nossa casa e foi um prazer muito grande receber todos aqui. A FAG está sempre de portas abertas. O nosso intuito é sempre agregar e essa troca desse fórum é muito importante, pois temos o foco na formação acadêmica. Espero vocês na PUC, em Curitiba”, afirmou.
O coordenador do Colégio de Instituições do Crea-PR, Eng. Civ. José Abramo Marchese, reforçou os agradecimentos. “A estrutura foi excelente, agradeço a todos, em especial ao Crea-PR. Sei que é cedo, mas para aquele que me suceder, que continue dando esse apoio, pois vimos quão importante é esse suporte”, confirmou.
O presidente do Crea-PR, Eng. Civ. Ricardo Rocha, aproveitou para enfatizar a participação coletiva em prol da realização do Congresso e, também, convidar a todos para a trigésima edição, em Curitiba. “Quero parabenizar toda a comissão organizadora, os diretores e os colegiados instituídos. Quero também agradecer a todos os participantes por essa experiência fantástica que vivemos. Estamos encerrando com a certeza de que foi um sucesso. Obrigado”, agradeceu o presidente do Crea-PR.
Reveja os painéis do 29º Fórum de Docentes e Discentes no canal do Youtube do Crea-PR.
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