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Acesso em 10/08/2022 às 02h05.

Crea-PR promove live sobre infraestrutura no Paraná com foco nas ferrovias do estado

30 de julho de 2021, às 18h41 - Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

Presidente Ricardo Rocha e participantes..

Nessa última quinta-feira do mês de julho (29), o Crea-PR realizou a live com o tema de ‘Infraestrutura Logística no Estado do Paraná com foco em ferrovias’. O encontro contou com a participação do engenheiro mecânico Luiz Henrique Fagundes, coordenador do Plano Estadual Ferroviário do Estado do Paraná, do engenheiro civil André Gonçalves, diretor-presidente da Ferroeste, da gerente do Departamento de Fiscalização do Crea-PR, engenheira ambiental Mariana Maranhão, do presidente do Crea-PR, engenheiro civil Ricardo Rocha, e teve mediação da jornalista Patricia Giannini.

O Presidente Ricardo deu início à live pincelando alguns pontos da logística paranaense. “A estrutura do Paraná é marcada por uma histórica e linda estrada ferroviária que liga Paranaguá à Curitiba. A antiga Ferroeste tem desde a sua criação cada vez mais trabalhado com eficiência operacional. A integração da logística paranaense é de extrema importância, em um futuro próximo deve ser retomado cada vez mais o desenvolvimento da infraestrutura do estado”, comenta.

A engenheira Mariana Maranhão explica sobre o processo fiscal em obras públicas e nas as ferrovias. “Neste ano, até 15 julho, quando foi realizado o último levantamento, foram realizadas mais de 2.000 fiscalizações em órgãos públicos, ligadas direta ou indiretamente à infraestrutura urbana, envolvendo mais de 3.500 atividades técnicas. Nestas fiscalizações encontramos pouco mais de 1.300 irregularidades, a maior parte delas foi por falta de Anotação de Responsabilidade Técnica”.

O engenheiro mecânico Luiz Henrique inicia sua fala explicando sobre a implantação da nova Ferroeste, “a grande transformação logística para que o Paraná se torne o hub logístico da América do Sul será a implantação da nova ferrovia, que impactará em 3% do PIB brasileiro, em uma população de 9 milhões de pessoas e com influência direta em 427 cidades. Será assim o 2° maior corredor de exportação de grãos e contêineres do Brasil, o que diminuirá o custo médio logístico em 28%”, comenta. O engenheiro André Gonçalves completa: “o Estado do Paraná faz parte de um grande projeto, que contempla todos os modais de logística dentro de um plano de governo. Não estamos realizando nada novo desde quando foi concebida a Ferroeste, e ela tem esse propósito, com três grandes pilares. O primeiro deles são os estudos de viabilidade técnica, o segundo o licenciamento ambiental e o terceiro a modelagem econômico-financeira”, finaliza.

Ao final da live foi aberto o bloco de perguntas dos participantes e dos espectadores:

– O presidente do Crea-PR, Ricardo Rocha, pergunta: “não só consta no projeto a extensão da Ferroeste, mas a modernização, que é de extrema importância. A integração com os demais modais também seria um grande passo. Recentemente analisei que dentro desse projeto não consta só a extensão dela, mas possui vários ramais interligados. Essa extensão chegará ao Oceano Pacífico?

Luiz Henrique: “Entendemos que o Mercosul tem mais de 30 anos de união, mas não tem integração alfandegária, que é um dos principais debates em todo esse tempo, o que não possibilita a chegada ao Pacífico. Existe hoje a tramitação de uma PEC em aprovação, e com ela as empresas próximas da extensão central e desses ramais teriam a possibilidade de desenvolvimento e agregamento, especialmente as grandes empresas exportadoras e importadoras”.

– Com a aprovação do modelo de autorização de exploração de ferrovias pela Assembleia Legislativa do Paraná, o estado vai incentivar investimentos privados em projetos de ferrovias regionais?

Luiz Henrique: “Na próxima semana o governador deve sancionar a chamada PEC da Ferroeste, como é conhecida. Este novo marco traz o mercado para dentro do modal ferroviário, que sempre sofreu muito pela questão de ser uma atividade muito controlada. Ao trazer o privado para dentro do modal ferroviário, imaginamos que só no Estado do Paraná, de 400 a 500 km de trilhos serão gerados”.

– Existe uma previsão da quantidade de profissionais que podem vir a participar da construção da nova Ferroeste? E como fica a relação Ferroeste/Rumo em um futuro próximo?

Luiz Henrique: “A questão é simples, dentro do processo de modelagem estamos reestruturando o futuro papel da Ferroeste. A operação será canalizada para a nova concessão. Já a relação entre as duas concessionárias é regulamentada até pelo Governo Federal, o tráfego mútuo e o direito de passagem, ou seja, nada muda. A nova concessionária tem que se encaixar dentro do arcabouço jurídico vigente”. O engenheiro André completa: “é importante que esse grupo de trabalho esteja focado no Plano Estadual Ferroviário, que começa pela desestatização da Ferroeste, então temos um objetivo muito claro que é prover o desenvolvimento logístico”.

Para conferir a live na integra acesse o link : https://www.youtube.com/watch?v=rCiDZWm1RFY&t=3093s .

Texto: Débora Reusing – Comunicação Crea-PR


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