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Acesso em 26/02/2024 às 17h19.

Câmaras de Agronomia questionam deliberação polêmica emitida pelo CONFEA

16 de junho de 2011, às 20h21 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

 

Uma deliberação emitida recentemente pela Comissão de Ética e Exercício Profissional do CONFEA sem votação no Plenário orienta que a questão do paisagismo seja exercida pelos profissionais da Arquitetura, e não mais pelos engenheiros agrônomos e florestais.

O fato gerou polêmica e agora as Câmaras de Agronomia estão encaminhando ao CONFEA um questionamento pedindo a revogação da deliberação.

Para o engenheiro agrônomo e conselheiro federal Kleber Santos, a questão do paisagismo é fundamental para a atuação do profissional de Agronomia, uma vez que envolve justamente a aplicação dos estudos de mapeamento e ocupação do espaço, com implicações inclusive perante o código florestal. “Muito mais que a concepção puramente estética, o tema diz respeito à ocupação harmoniosa do espaço”, diz. “O posicionamento unânime das Câmaras é o de solicitar um questionamento ao Conselho no sentido de entendermos se o que ocorreu foi um erro de tramitação, um erro de entendimento ou uma questão de interesses”, acrescenta Santos, que usará a competência de conselheiro federal para encaminhar um parecer ao CONFEA pela revogação da deliberação, também subsidiado pelas Câmaras de Agronomia.

Segundo o engenheiro agrônomo do CREA-RJ e coordenador nacional de Agronomia, João Sebastião de Paula Araújo, a deliberação dá margem a interpretações erradas e não contribui em nada com o andamento do Sistema. “Em seu escopo, existe uma série de sentenças lesivas à compreensão de que o paisagismo é próprio da Agronomia”, fala. “Acredito que a tônica seja: se existe vida dentro do Sistema CONFEA/CREA, o assunto é pertinente à Agronomia. Não existe outra categoria dentro do Sistema profissional que tenha propriedade de manipular algo que envolva a vida vegetal, animal, bem como o meio ambiente e os microorganismos. Pensar diferente disso é desconsiderar que existe um grupo de profissionais que se dedicam ao estudo e trabalho com o tema”, defende.

De acordo com o engenheiro agrônomo e presidente da FEAP e coordenador da Câmara de Agronomia do CREA-PR, Luiz Antonio Lucchesi, é importante que o CREA-PR continue assegurando à sociedade o exercício profissional por aqueles com habilitação e competência pra garantir a qualidade dos serviços prestados. “É fundamental que não se retire a atribuição daqueles que possuem capacidades complementares indispensáveis para o sucesso desta atividade que envolve os seres vivos, plantas e microorganismos”, finaliza.

 

 

 


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