Crea-PR no combate à violência contra as mulheres é destaque no 50º Epec
21 de novembro de 2024, às 17h21 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

O 50º Encontro Paranaense de Entidades de Classe (Epec) abriu espaço para reflexões essenciais sobre o papel das organizações no enfrentamento à violência contra as mulheres. A engenheira civil Leandre Dal Ponte, secretária estadual da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, trouxe ao evento uma abordagem estratégica e inovadora, conectando políticas públicas, iniciativas privadas e engajamento social.

Leandre destacou a importância do Selo de Boas Práticas no Combate à Violência contra Mulheres no Paraná, uma iniciativa pioneira que reconhece e incentiva ações concretas para prevenção e conscientização. Segundo ela, o selo busca integrar empresas e entidades à Agenda 2030, com ênfase no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (Igualdade de gênero).
“A violência contra a mulher é uma barreira estrutural que impacta toda a sociedade, inclusive no aspecto econômico”, afirmou. Dados preocupantes foram apresentados: em 2023, o Paraná registrou mais de 250 mil boletins de ocorrência por violência contra a mulher, 53.488 medidas protetivas e 6.500 casos de estupro. Apesar de ser um estado inovador em diversos indicadores, o Paraná ocupa a 3ª posição no país em feminicídios.
A secretária também trouxe uma visão econômica sobre a questão, citando dados da ONU que apontam um gasto anual superior a 1,5 bilhão de dólares em proteção contra a violência de gênero. Ela ressaltou que práticas corporativas inclusivas e sustentáveis podem fortalecer redes de proteção, impulsionar a economia e melhorar o ambiente de trabalho.
Benefícios do Selo de Boas Práticas
A secretária elencou os impactos positivos que empresas e entidades podem alcançar ao aderirem ao selo:
- Reconhecimento internacional: destacando-se por resultados na prevenção da violência.
- Parcerias estratégicas: colaborando com entidades modelo no Brasil e no exterior.
- Fortalecimento econômico: impulsionando negócios com práticas inclusivas.
- Melhoria no ambiente corporativo: atraindo talentos, reduzindo turnover e potencializando resultados.
- Conformidade legal: alinhando-se à nova Lei de Licitações e à igualdade salarial.
Reconhecimento internacional

A advogada Natalie Alves, presidente da Associação Nós Por Elas, compartilhou que o selo foi reconhecido na China como o primeiro no mundo a ser aceito em uma norma ISO voltada ao combate à violência contra mulheres. Ela explicou o passo a passo para preparar instituições a enfrentarem essa questão de forma estruturada e efetiva, permitindo a adesão ao Selo e a certificação.
O papel da engenharia e da sociedade
Leandre reforçou que a Engenharia e outras áreas técnicas desempenham um papel crucial ao desenvolverem cidades mais seguras e inclusivas, contribuindo para a equidade de gênero. “Precisamos criar um ambiente de suporte e conscientização para enfrentar essa realidade. Ações concretas são essenciais para transformar dados alarmantes em indicadores de progresso”, finalizou.
O debate trouxe luz à importância de unir esforços para enfrentar desafios sociais de maneira colaborativa e estratégica, evidenciando como o 50º Epec vai além da troca de conhecimento técnico, impactando diretamente a sociedade e promovendo transformações positivas.
Consultas Públicas
Parabens ao Presidente Ascari e a equipe do CREA pela organização do EPEC nota 10..