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Acesso em 30/10/2026 às 14h29.
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Semana histórica para a Engenharia Florestal: celebrações pelos 65 anos na Alep e em evento técnico destacam conquistas e desafios

9 de julho de 2025, às 16h26 - Tempo de leitura aproximado: 6 minutos

Em uma semana marcada por homenagens, reflexões e debates estratégicos, o Crea-PR participou das comemorações pelos 65 anos da criação do curso de Engenharia Florestal no Brasil. A celebração teve início na noite de segunda-feira (8), com uma sessão solene na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), e seguiu ao longo de terça-feira (9), com programação técnica no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em Curitiba.

Sessão solene na Alep homenageia profissionais da Engenharia Florestal

A sessão solene, realizada no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), marcou o reconhecimento oficial ao Dia do Engenheiro Florestal (12 de julho) e aos 65 anos da criação da graduação no país. A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Ney Leprevost (União) e reuniu autoridades, profissionais da área e representantes de entidades de classe.

Compuseram a mesa diretiva o presidente do Crea-PR, Eng. Agr. Clodomir Ascari; o coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Florestal (CEEF), Eng. Ftal. Eleandro José Brun; a presidente da Associação Paranaense de Engenheiros Florestais (APEF), Eng. Ftal. Lella Regina Curt Bettega; e o deputado Ney Leprevost.

Durante a cerimônia, o parlamentar destacou o papel dos engenheiros florestais na construção de um futuro sustentável e agradeceu ao Crea-PR pela valorização contínua da profissão. “Um cumprimento especial ao Crea-PR, entidade pela qual temos grande respeito, na pessoa do seu presidente, Eng. Agr. Clodomir Ascari, pelo apoio e valorização permanentes à profissão. Saúdo também, com respeito e admiração, todas as entidades que representam essa importante categoria”, afirmou.

O presidente Clodomir Ascari ressaltou o protagonismo da categoria no Paraná e a importância do diálogo com o Poder Legislativo. “Esse é um exemplo de que o Paraná realmente é uma liderança, e temos bons profissionais. Nosso principal objetivo é praticar a defesa da sociedade e, para isso, precisamos estar perto dos legisladores, dos gestores públicos. Caso contrário, ficamos só na teoria”, destacou.

A presidente da APEF, Lella Bettega, reforçou a relevância da profissão no Estado. “Temos uma representatividade forte no Paraná com engenheiros florestais e queremos ampliar essa presença nos debates públicos, oferecendo um serviço de qualidade à sociedade.”

Para o coordenador da CEEF, Eleandro Brun, a sessão foi mais do que uma homenagem: foi um chamado à visibilidade. “A Engenharia Florestal está aí para se mostrar cada vez mais à sociedade. Estamos fazendo com que a sociedade nos reconheça pela nossa ampla atuação, nos colocando à disposição dos poderes constituídos. Somos engenheiros florestais, sabemos cuidar do desenvolvimento sustentável, e a sociedade pode contar com nosso trabalho.”

A solenidade reforçou o fortalecimento do diálogo entre os conselhos profissionais e o Poder Legislativo, com foco em temas como sustentabilidade, uso consciente dos recursos naturais e a contribuição técnica da profissão para o desenvolvimento do Estado.

Evento no IEP conecta gerações e projeta o futuro da Engenharia Florestal no Paraná

No dia seguinte (09/07), a comemoração dos 65 anos da Engenharia Florestal teve continuidade no auditório do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), com uma programação voltada à reflexão sobre o cenário atual da profissão, seus desafios e os caminhos para seu fortalecimento no Estado.

A abertura contou novamente com a presença de autoridades do Sistema Confea/Crea, representantes de instituições de ensino, associações de classe e especialistas da área. O presidente do Crea-PR, Eng. Agr. Clodomir Ascari, destacou o reconhecimento conquistado pela profissão: “Ficou claro ontem, não só na Assembleia Legislativa, mas também em nossa plenária, a importância e a força desta profissão.”

Já o coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Florestal (CEEF), Eng. Ftal. Eleandro Brun, falou sobre a importância histórica da data e apresentou os antecedentes da instalação da Câmara, efetivada em janeiro de 2024. “Para nós, é um significado histórico de valorização de todo o trabalho que foi feito até aqui, desde a criação da profissão, da formação de Engenharia Florestal em 1960. Hoje é um dia para comemorar e também refletir sobre os novos desafios que estão chegando”, afirmou.

Eleandro também destacou os números expressivos da profissão no Estado: “Temos mais de dois mil profissionais registrados, cinco entidades de classe organizadas no Crea e quatro cursos de graduação. É um trabalho que vem se consolidando com o apoio de setores, conselheiros e profissionais.”

Painéis abordam fiscalização, formação e tendências

A programação técnica do evento foi dividida em quatro painéis temáticos. O primeiro deles tratou da fiscalização das atividades florestais no Paraná. Representantes do Departamento de Fiscalização do Crea-PR (Defis), gestores e inspetores discutiram a estrutura das ações fiscalizatórias e seus impactos. A gerente do Defis, Eng. Amb. Mariana Maranhão, destacou a importância de dados estruturados: “A construção do histórico de dados, possível depois da criação da Câmara, serve para nos organizarmos melhor na fiscalização dessas atividades.”

No segundo painel, representantes das cinco entidades de classe – Associação Paranaense de Engenheiros Florestais (APEF), Associação dos Engenheiros Florestais do Oeste e Sudoeste do Paraná (AEFOS), Associação dos Engenheiros Florestais do Centro-Sul do Paraná (AEFLOR), Associação Sul-Paranaense de Engenheiros Florestais (ASPEF) e Associação Norte-Pioneira de Engenheiros Florestais do Paraná (ANPEF) – compartilharam experiências e cases de gestão. “A sustentabilidade da nossa Câmara depende diretamente da atuação das entidades de classe”, frisou Eleandro.

O terceiro painel abordou as perspectivas dos cursos de Engenharia Florestal no Estado, com representantes da UFPR, Unicentro, Fajar e UTFPR – campus Dois Vizinhos. O foco foi a formação dos futuros profissionais e a necessidade de atrair novos estudantes. “Hoje temos vagas e oportunidades em excesso. Precisamos formar mais pessoas e chamar os jovens que queiram se desafiar a ajudar o planeta”, disse Eleandro. “Esse é o desafio para o futuro da profissão.”

O quarto e último painel foi dedicado às atualidades técnicas. O Eng. Ftal. Dr. Joésio Deoclécio Pierin Siqueira, da STCP, abordou planos de desenvolvimento florestal e lições para o futuro. O Eng. Ind. Mad. André Luis Mendes, do Instituto Água e Terra (IAT), apresentou novidades da legislação florestal e ambiental. Por fim, o Eng. Ftal. Ailson Augusto Loper, da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), falou sobre os desafios da produção madeireira e o papel da inovação e sustentabilidade na cadeia florestal.

Engenharia Florestal como pilar para o futuro

Encerrando a programação, os participantes reforçaram a importância da Engenharia Florestal diante dos desafios ambientais, sociais e econômicos do século XXI. “O engenheiro florestal é o profissional mais capacitado para operar a máquina mais eficiente de sequestro de carbono que existe: a árvore. Temos um papel fundamental na qualidade de vida do planeta e das pessoas”, destacou Eleandro.

Ele também ressaltou o protagonismo do Paraná no setor: “Temos cerca de 30% de florestas nativas conservadas, mas precisamos manejá-las. E precisamos ampliar o alcance do nosso trabalho, inclusive junto aos pequenos e médios produtores.”

O evento foi uma realização do Crea-PR, com apoio das entidades APEF, AEFOS, AEFLOR, ASPEF e ANPEF. Reunindo profissionais, estudantes e lideranças da área, a iniciativa reafirmou a importância da Engenharia Florestal como uma profissão estratégica para o desenvolvimento sustentável do Estado e do país.


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