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Acesso em 29/10/2026 às 22h46.
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Workshop destaca a interdependência entre as engenharias

9 de julho de 2025, às 12h53 - Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

Promovido pelo Crea-PR, por meio da Câmara Especializada de Engenharia Química, Geologia e Minas (CEEQGEM), o Workshop “Desmistificando a Interdependência das Engenharias” foi realizado na manhã desta terça-feira (9/7), no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em Curitiba. Com a participação de profissionais, conselheiros e fiscais do Crea-PR, o evento teve como foco o diálogo entre diferentes áreas da engenharia, evidenciando como a atuação integrada contribui para soluções mais sustentáveis e inovadoras. O workshop aconteceu com apoio do IEP, Associação dos Engenheiros de Minas do Paraná – Aempar, Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste, Associação dos Engenheiros Químicos do Paraná – AEQP e Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Governo do Estado do Paraná – Semipi.

A abertura foi conduzida pelo coordenador da CEEQGEM, eng. quím. Luiz Eduardo Caron, que destacou a importância de espaços de discussão técnica e multidisciplinar. “Queremos mostrar que a engenharia passa por vários caminhos, por várias engenharias. É importante promover esse diálogo entre as diferentes áreas para construir soluções mais completas”.

Representando a área de Engenharia de Minas, o conselheiro Jorge Alberto Pereira desejou um bom evento a todos os participantes. “Espero que seja um encontro interessante, com participação ativa e troca de ideias. Que todos aproveitem para fazer perguntas e enriquecer o debate”.

A conselheira eng. quím. seg. trab. Gislaine Lara Bussolo, coordenadora-adjunta da Câmara, agradeceu a presença do público e ressaltou a importância da valorização da Engenharia Química. “Somos uma Câmara pequena, mas o nosso mercado é um dos maiores. A química está presente em todos os setores. Por isso, é fundamental desmistificar essa área e mostrar seu papel estratégico na engenharia”.

O presidente do Crea-PR, eng. agr. Clodomir Luiz Ascari, também participou da abertura e elogiou a organização do evento, agradecendo nominalmente aos responsáveis. “Desde que eu atuava nas entidades, já considerava essencial incentivar eventos como este. Por isso, ampliamos os recursos destinados a essas iniciativas – saímos de dois milhões para cinco milhões – justamente para fortalecer o trabalho técnico e institucional das entidades de classe”, destacou.

Ascari ainda reforçou o papel das Entidades de Classe (ECs) na estrutura do Sistema Confea/Crea. “O Crea não existiria sem as entidades. Precisamos fortalecer essa área. Inclusive nas inspetorias, que devem ser assumidas pelas entidades como representantes locais, para manter viva a bandeira do Conselho e o fortalecimento das profissões em todos os municípios”.

O presidente também mencionou os avanços na digitalização do Crea-PR e a necessidade de engajamento nas pautas das cidades inteligentes. “Temos que trabalhar por cidades cada vez mais inteligentes. Em breve, estaremos atuando mais diretamente junto às prefeituras, coordenando ações que envolvem planejamento urbano, inovação e desenvolvimento sustentável, como por exemplo no Programa Mais Engenharia”, completou.

A programação contou com três palestras que abordaram experiências e conceitos sobre a complementaridade entre especialidades da engenharia.

Na primeira apresentação, o gerente de Mineração eng. minas Gustavo Fontes Lopes e a engenheira especialista de processos Maisa Mariucci Lubachevski conduziram a palestra ‘PX Energy – Da Mineração à Indústria’, demonstrando a conexão entre processos de mineração e a cadeia industrial no Paraná, além do envolvimento com outros estados. Eles

O engenheiro Gustavo é formado pela UFOP, MBA (FGV) e Mestrado em Engenharia de Minas (UFOP). Certificado em Gestão de Riscos e Tomada de Decisões Financeiras pela Universidade de Chicago. Experiência de 24 anos gerenciando projetos e

Na sequência, o professor e pesquisador Dr. Camilo Freddy Mendoza Morejon, engenheiro químico e conselheiro do Crea-PR, falou sobre ‘Industrialização de Resíduos de Diversas Fontes’, destacando iniciativas ambientais voltadas ao aproveitamento de resíduos e à economia circular.

Encerrando a programação, Ivânia Ramos, diretora da SEMIPI, trouxe uma reflexão sobre ‘Engenharia com Propósito: ABNT 1019, ODS e Inovação Social para uma Indústria Inclusiva e Sustentável’, relacionando normatização técnica com responsabilidade social e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Eu trabalho muito no âmbito social, levando a engenharia para quem não tem acesso. Acredito muito na educação como transformação e acredito que as empresas e a inovação são parte importante disso”. Ela afirma que transforma criatividade e problemas reais em soluções inovadoras.

Ivânia demonstrou bastante dados sociais relevantes no Paraná, especialmente com relação aos jovens, e apresentou exemplos de soluções de treinamentos e preenchimento de vagas em empresas com parcerias. Ela explicou sobre Engenharia regenerativa e Engenharia inclusiva, e afirma “a engenharia do futuro é inclusiva, responsável e transformadora”.


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