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Acesso em 02/11/2026 às 01h19.
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Mais Engenharia do Crea-PR, Itaipu e UEPG é destaque no EPEC

13 de novembro de 2025, às 15h30 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

O Programa Mais Engenharia, iniciativa inédita liderada pelo Crea-PR em parceria com a Itaipu Binacional e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), foi o tema central de um painel durante o Encontro Paranaense de Entidades de Classe (Epec) na tarde do segundo dia de programação, dia 13 de novembro.

A essência do programa foi resumida pela engenheira civil Margolaine Giacchini, vice-presidente do Crea-PR, na abertura do painel. Ela destacou a complexidade e a importância da iniciativa, que visa sanar a carência de projetos técnicos de qualidade nas prefeituras paranaenses.

“O Mais Engenharia tem um viés social e um viés técnico, também um viés de inserção profissional e de aperfeiçoamento profissional e capacitação,” disse Margolaine. Ela classificou o projeto piloto como muito desafiador por envolver múltiplas esferas públicas.

Pelo lado da Itaipu Binacional, o chefe de Gabinete do Diretor Geral, Claudemir Batista de Souza, explicou que o programa surgiu da frustração em acessar os municípios com recursos disponíveis para investimento.

“Nós temos o recurso para investir, o município não tem como executar,” resumiu Claudemir. Ele revelou que editais anteriores resultaram em uma baixa taxa de execução dos projetos. “Tivemos situações de o dinheiro ficar na conta da prefeitura por mais de ano e a prefeitura devolver o recurso para Itaipu porque não conseguiu executar”, exemplifica.

O Programa Mais Engenharia, ao fornecer equipes técnicas especializadas, resolve exatamente esse gargalo. “Foi uma ideia incrível que eu tenho certeza que vai ser modelo para outros estados,” reforçou Souza.

Já André Luiz Ramero, coordenador executivo da Universidade Corporativa da Itaipu, trouxe a perspectiva da gestão, destacando o alinhamento da iniciativa com a missão da empresa. “A ideia do Mais Engenharia é realmente muito inovadora. Desde o primeiro momento que o Crea trouxe esse projeto, percebemos que aderia aos objetivos estratégicos de Itaipu, à atuação de Itaipu no território e à diferença que faz na vida das pessoas.” Ele ainda pontuou que o programa está “levando conhecimento e primeiro emprego a recém-formados.”

Como funciona

Margolaine Giacchini detalhou como a estrutura do programa garante que o apoio chegue aos locais mais necessitados: “Foram selecionados municípios com base no menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), no número de engenheiros proporcionalmente entre a população, e na capacidade de endividamento do município”.

A primeira edição selecionou 50 municípios de 167 inscritos, focando inicialmente na engenharia civil, e estabeleceu 50 equipes compostas por um supervisor (engenheiro municipal), um bolsista recém-formado e um estagiário acadêmico. Os bolsistas recebem R$ 6.500 e os estagiários, R$ 1.300, além de um computador com tecnologia BIM.

A meta é ambiciosa: gerar quatro projetos por equipe em 24 meses. Os direitos autorais desses projetos serão cedidos ao Crea, formando um Banco de Projetos para ser compartilhado com outros municípios do Paraná.

Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o programa garantiu um mínimo de 50% das vagas para mulheres, proporção que foi superada na adesão final.

Novos aportes para o futuro

Olhando para o futuro, Claudemir Batista de Souza anunciou que novos investimentos estão a caminho e que há um esforço para ampliar o alcance do programa:

“Nosso diretor geral anunciou a intenção de Itaipu em fazer um novo aporte de investimentos, de 2 milhões de reais para capacitação em BIM ou até para licenciamento de outros municípios.”

Além do investimento em capacitação, o esforço conjunto visa incorporar o município de Rio Bonito do Iguaçu no programa, demonstrando a sensibilidade social da parceria em momentos de necessidade.

Margolaine Giacchini encerrou, confirmando a alta procura e a intenção de estender o benefício: “Nós estamos trabalhando com uma possibilidade de talvez abrir mais alguma vaga para outros municípios que de repente possam fazer aporte financeiro e custear o programa.”


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