Crea-PR e Ministério do Trabalho alinham estratégias para aplicação da NR-01 com foco na atuação multidisciplinar
23 de fevereiro de 2026, às 16h33 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Com o objetivo de alinhar estratégias e organizar uma pauta conjunta de orientação aos profissionais sobre a aplicação da NR-01, o Crea-PR participou de reunião com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná.
O encontro foi realizado com a Superintendente Regional do Ministério do Trabalho e Emprego no Paraná, Regina Cruz, e reuniu representantes das instituições envolvidas.
Representando o Crea-PR estiveram o presidente, Eng. Agr. Clodomir Ascari, o coordenador da Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho (CEEST), Eng. Seg. Trab. Verginio Luiz Stangherlin, e o assessor Dante Barletta. Também participaram Leandro Grassmann, presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), a assessora do Senge, Elisabete Cripa, Jucélio Marcos Joly, presidente da Associação Paranaense dos Engenheiros de Segurança do Trabalho (APES), o Auditor-Fiscal do Trabalho Daniel Rivieiro, chefe do Setor de Segurança e Saúde no Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná, Rui Alberto Ecke Tavares, chefe da Seção de Inspeção do Trabalho no Paraná.
Multidisciplinaridade como diretriz
A reunião teve como foco central a necessidade de uma atuação técnica consistente e multidisciplinar na gestão dos riscos ocupacionais, especialmente diante da incorporação dos riscos psicossociais na NR-01.
Durante o encontro, foi destacada a importância de que a análise dos riscos não seja superficial, considerando fatores como organização do trabalho, jornada, metas, produtividade e condições estruturais que impactam diretamente a saúde mental dos trabalhadores.
Segundo a Superintendente Regina Cruz, o desafio é estruturar um modelo que garanta acompanhamento efetivo: “É um grande desafio para que o trabalhador tenha, de fato, ajuda e acompanhamento. A proposta é construir esse caminho de forma conjunta, com responsabilidade técnica e integração entre as áreas.”

Papel do Engenheiro de Segurança do Trabalho
O coordenador da CEEST, Verginio Luiz Stangherlin, destacou a importância do alinhamento institucional: “O Crea-PR e a Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho solicitaram a construção de uma ação conjunta para orientar a implementação da atualização da NR-01, especialmente quanto aos riscos psicossociais, que passam a vigorar em maio de 2026. Como encaminhamento, foi definida a realização de um seminário estadual no mês de abril, reunindo as instituições envolvidas para debater e estruturar diretrizes de padronização. Esse é um passo fundamental para garantir segurança técnica aos profissionais e reforçar o papel do Engenheiro de Segurança do Trabalho na coordenação da gestão de riscos nas empresas.”

Seminário multidisciplinar em abril
Como encaminhamento prático, ficou definida a realização de um seminário multidisciplinar no mês de abril, previsto para o dia 06, reunindo conselhos profissionais, sindicatos e instituições envolvidas com a temática.
A proposta é que o evento seja promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego em parceria com o Crea-PR, ampliando o diálogo com as outras entidades.
A iniciativa busca consolidar diretrizes técnicas e fortalecer a atuação integrada necessária para a efetiva implementação da NR-01.
O presidente do Crea-PR, Clodomir Ascari, reforçou o compromisso institucional: “Nosso papel é contribuir tecnicamente para que a aplicação da norma gere resultados concretos. A atuação multidisciplinar não é custo, é investimento na saúde dos trabalhadores e na sustentabilidade das organizações. O Crea-PR está à disposição para somar e ajudar a construir soluções.”

Vitória institucional e avanço para os trabalhadores
A reunião foi considerada um avanço significativo para o Estado, posicionando o Paraná como protagonista na construção de um modelo estruturado e colaborativo para a gestão de riscos ocupacionais.
A iniciativa conjunta representa um passo importante para assegurar que a implementação da NR-01 ocorra com responsabilidade técnica, integração entre as áreas e foco real na proteção da saúde dos trabalhadores paranaenses.

Consultas Públicas
Obrigado pelo retorno e fico muito feliz com a mensagem. Concordo sem ressalvas.
Reitero a criação com o Prof Paulo Rogério, autor das nossas Políticas Públicas em SST, a exemplo do FAP, NTEP, eventos do e-Social, etc., um Projeto Denominado Quinta Extra Classe, onde desde 2024 debatemos todos estes temas e, além dos artigos em Congressos e Livros, temos proposta de um Novo Seguro Acidente do Trabalho já negociado com um Deputado Federal na possibilidade de PL. O objetivo é buscar o Equilíbrio Fiscal entre Receitas e Despesas Previdenciárias, o que hoje está longe do alcance. Mas carecemos de outros apoios.
Foram mais de 60 encontros, todos gravados no YouTube.
Como Diretor Regional Sudeste da ANEST, coube-me agora coordenar os Acordos de Cooperação Técnica com a FUNDACENTRO e MPT, onde venho inicialmente buscando tais interações visando melhores resultados em SST e para as boas organizações.
Gostei tanto desta resposta clara do CREA-PR, que, se autorizado, estarei divulgando para os Engenheiros da referida ANEST como motivação.
Entendo ainda que esta iniciativa do CREA-PR deveria partir também do CONFEA para todos os demais CREAs, ou seja, um Amplo Debate onde todas as Engenharias também se envolvam em se tratando da Segurança e Saúde dos Trabalhadores e Trabalhadoras, a buscar uma melhor Gestão das Organizações.
Ficamos disponíveis na possibilidade.
Ivan Cunha
Isto é por demais importante, mas as ações precisam ser em caráter nacional, holística. O debate sobre NR-1, com quaisquer projetos de avaliação de Riscos, especialmente agora com os Psicossociais, urge de uma evolução que precisa ir além do atual nível de Risco, Probabilidade X Severidade.
Professores Autointitulados de Youtube, irão ensinar no lugar das Universidades que estão com um ensino do Século Passado? Olhem que situação estamos???
A Engenharia de Segurança do Trabalho precisa evoluir e entender que não se faz mais Gestão sem Epidemiologia, o mesmo princípio do NTEP em que, de forma geral, ainda não se sabe para que surgiu e como é esta Estatística. O que é Risco Relativo? O que é Fração Etiológica? Não há como se cumprir a NR-1 sem tais respostas. Não basta multidisciplinaridades, embora importantes.
A Engenharia não se aproximou da Medicina no PCMSO, muito menos no Relatório Analítico. Sem esta aproximação no PGR, não teremos sucesso.
E mais, sem Interconectividades de Riscos, Matrizes de Impactos Cruzados para Gestão Integrada, cada um estará atirando para um canto sem se saber quais alvos são Motrizes para o Brasil.
O Brasil tem o melhor Banco de Dados do Mundo a partir do SUS e INSS, temos as melhores Políticas Públicas do Mundo também, temos SERPRO e DATAPREV. Só que poucos dominam tais conhecimentos.
Podemos fazer muito mais…
A continuar assim, cada um por si, por mais que individualmente se tenha esforço e valor, mas sem o Estado da Arte preponderante, este caos em SST será perene.
Já bastam tantos falsos negativos Acidentários como B31.
Reconhecimento de Benefícios Acidentário, 80% só na Justiça.
ACET, 90% só na Justiça.
Prezado Ivan, agradeço profundamente sua contribuição. Seu comentário traz reflexões importantes e necessárias para o amadurecimento da discussão sobre a aplicação da NR-01 no Brasil.
De fato, a evolução da gestão de riscos, especialmente com a inclusão dos fatores psicossociais, exige uma visão mais ampla, técnica e integrada, com base em dados, epidemiologia, estatísticas consistentes e interconectividade de informações. Esse é um desafio real e permanente para todos nós que atuamos na área de Saúde e Segurança do Trabalho.
Ao mesmo tempo, acredito que esse avanço só será possível com a participação ativa e colaborativa de todos os envolvidos no sistema: empresas, trabalhadores, profissionais técnicos, universidades, conselhos de classe, órgãos de fiscalização, Ministério do Trabalho, além das instituições que detêm bases de dados estratégicas como SUS, INSS, SERPRO e DATAPREV. Cada um tem um papel fundamental na construção de soluções mais eficazes.
A atuação multidisciplinar não substitui o aprofundamento técnico, ela o complementa. A integração entre Engenharia, Medicina, Estatística, Gestão e demais áreas é justamente o caminho para fortalecer o PGR, aprimorar o diálogo com o PCMSO e evoluir para uma gestão realmente baseada em evidências.
O momento exige menos fragmentação e mais convergência. Diferentes opiniões são essenciais para que possamos construir um modelo mais sólido, transparente e tecnicamente consistente para o país.
Seguimos à disposição para contribuir com esse debate de forma técnica, responsável e colaborativa.