Crea-PR realiza treinamento interno sobre Plano de Continuidade do Negócio e gestão de crises
9 de abril de 2026, às 16h13 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) realizou nesta semana um treinamento interno voltado à implementação de um Plano de Continuidade do Negócio (PCN), com foco na organização de procedimentos em situações de crise, interrupções de serviços ou incidentes operacionais.
A iniciativa envolveu diferentes níveis da instituição, desde a alta direção até colaboradores e equipes regionais, com o objetivo de estruturar fluxos claros de resposta para garantir a manutenção dos serviços prestados à sociedade. A participação da alta direção foi destacada como estratégica para o sucesso da iniciativa.
Durante o encontro, o gerente de Tecnologia da Informação do Crea-PR, Renato Barros, explicou que o plano é aplicável a diferentes contextos da instituição, independentemente de estrutura física. Ele afirmou que “é independente se é sede nova ou sede atual, serve para qualquer cenário”, destacando que as diretrizes estabelecidas poderão ser utilizadas em qualquer ambiente operacional do Conselho.
O plano apresentado é resultado de um trabalho conduzido ao longo de cerca de um ano por uma consultoria externa contratada por meio de licitação. Segundo Renato, a empresa realizou entrevistas com diversas áreas do Conselho, mapeando aproximadamente 150 processos internos e identificando aqueles considerados críticos para o funcionamento da instituição.
Ele destacou que, a partir desse levantamento, foram definidos procedimentos específicos para diferentes cenários. “Se ocorrer algum incidente ou paralisação, a gente precisa saber exatamente o que fazer, quem acionar, como comunicar e em quanto tempo conseguimos restabelecer o serviço”, afirmou.
De acordo com o gerente, a metodologia utilizada considera critérios como impacto e probabilidade de ocorrência, com base em ferramentas como a matriz GUT. A partir disso, os processos mais críticos recebem maior nível de detalhamento e planejamento.
Renato também ressaltou que o plano não se restringe à área de Tecnologia da Informação. Ele explicou que a proposta envolve toda a estrutura do Conselho, incluindo comunicação institucional, definição de responsabilidades e tomada de decisão. “Não é algo só da TI. A alta direção precisa estar envolvida, tanto para conhecer os procedimentos quanto para autorizar investimentos necessários”, disse.
Entre os pontos abordados estão a criação de modelos padronizados de comunicação, definição de fluxos de acionamento e priorização de serviços. “A ideia é que a gente tenha uma espécie de roteiro. Se um sistema parar, por exemplo, já existe um modelo de comunicado, quem precisa ser avisado e quais são os próximos passos”, completou.
Outro aspecto destacado foi a criação de um comitê responsável pela gestão contínua do plano. Renato explicou que o documento será revisado e aprimorado ao longo do tempo. “Não é algo que fica pronto e vai para a gaveta. A gente vai evoluindo conforme surgem novas situações e aprendizados”, afirmou.
Além de orientar a resposta a incidentes, o plano também aponta oportunidades de melhoria nos processos internos. Segundo ele, o material identifica possíveis fragilidades e sugere ações como redundância de sistemas, uso de soluções em nuvem e reforço em contratos de suporte.
Renato lembrou ainda que a iniciativa ganhou força após um incidente ocorrido anteriormente. “Naquela situação, como em muitas organizações, não havia um roteiro claro do que fazer. A partir disso, surgiu a necessidade de estruturar um plano para dar mais segurança e agilidade nas respostas”, disse.






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