Marca do Crea-PR para impressão
Disponível em <https://www.crea-pr.org.br/ws/2026/09/como-a-engenharia-pode-reduzir-os-impactos-dos-desastres-naturais-evento-do-crea-pr-vai-debater-o-tema/>.
Acesso em 31/10/2026 às 02h38.
Imprimir conteúdo

Como a Engenharia pode reduzir os impactos dos desastres naturais? Evento do Crea-PR vai debater o tema

8 de setembro de 2026, às 8h00 - Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

Eventos climáticos extremos têm colocado cidades, estruturas e serviços públicos diante de desafios cada vez maiores. Vendavais, enchentes, tempestades intensas e tornados podem provocar danos significativos, afetando edificações, sistemas de infraestrutura e a rotina de milhares de pessoas. Nesse cenário, a Engenharia tem papel fundamental não apenas na resposta aos desastres, mas principalmente na prevenção e na preparação para situações de emergência.

Fenômenos climáticos como o El Niño podem alterar os padrões de temperatura e precipitação em diferentes regiões, contribuindo para condições favoráveis à ocorrência de eventos extremos. No Paraná, períodos de chuvas intensas e tempestades severas reforçam a necessidade de que municípios estejam preparados para lidar com situações que podem causar impactos sobre áreas urbanas e rurais.

Mais do que reagir aos danos depois que eles acontecem, é necessário antecipar riscos. E esse trabalho passa pelo planejamento urbano, pela qualidade das edificações e das obras de infraestrutura, pelo monitoramento das condições ambientais e pela adoção de medidas que aumentem a resiliência das cidades.

Prevenção começa no planejamento

A atuação da Engenharia diante dos desastres naturais ocorre em diferentes etapas. Antes de um evento extremo, profissionais podem contribuir para a identificação de áreas de risco, elaboração de projetos, avaliação de estruturas, planejamento territorial e definição de medidas preventivas.

Também é fundamental considerar os riscos climáticos no desenvolvimento das cidades. Sistemas de drenagem adequados, obras de contenção, manutenção da infraestrutura, ocupação responsável do território e critérios técnicos para implantação de edificações são exemplos de medidas que podem reduzir a vulnerabilidade da população.

Quando o desastre acontece, a atuação profissional também é essencial. Avaliações técnicas podem auxiliar na identificação de riscos, na análise das condições das edificações e na definição das medidas necessárias para preservar a segurança das pessoas. Na etapa posterior, profissionais participam ainda da elaboração de projetos, recuperação da infraestrutura e reconstrução das áreas atingidas.

Essa atuação precisa estar integrada às estruturas de Defesa Civil, que coordenam ações de prevenção, preparação, resposta e recuperação. A aproximação entre Engenharia, poder público, Defesa Civil e demais instituições é fundamental para que as decisões sejam tomadas com base em informações técnicas e considerando as características de cada situação.

A experiência de Rio Bonito do Iguaçu

Um exemplo recente no Paraná demonstra a importância dessa integração.

Em novembro de 2025, um tornado atingiu Rio Bonito do Iguaçu, provocando danos em edificações e na infraestrutura do município e mobilizando diferentes instituições para o atendimento à população e a reconstrução da cidade.

O Crea-PR participou desse processo em conjunto com a Prefeitura, o Governo do Estado, a Defesa Civil e entidades técnicas, promovendo uma mobilização de profissionais para apoiar o município após o desastre.

A atuação avançou da resposta emergencial para avaliações, projetos e planejamento da reconstrução, demonstrando como o conhecimento técnico pode contribuir em diferentes momentos de uma situação de emergência.

A experiência também reforça uma lição importante: a preparação precisa acontecer antes que o desastre ocorra. Conhecer os riscos, estruturar protocolos, capacitar equipes e contar com profissionais habilitados pode fazer diferença na velocidade e na qualidade da resposta.

Engenharia e Defesa Civil precisam estar conectadas

Para que as cidades estejam mais preparadas, a prevenção de desastres precisa fazer parte do planejamento permanente. Isso envolve monitoramento, sistemas de alerta, mapeamento de áreas de risco, capacitação e integração entre os diferentes órgãos e profissionais envolvidos.

Nesse processo, a Engenharia oferece conhecimento técnico para avaliar estruturas, infraestrutura, riscos e alternativas de intervenção. A Defesa Civil, por sua vez, possui papel estratégico na coordenação das ações de proteção e resposta à população.

Essa integração é especialmente importante diante da possibilidade de eventos extremos cada vez mais complexos. Preparar cidades resilientes significa não apenas reconstruir melhor depois de um desastre, mas reduzir sua vulnerabilidade antes que ele aconteça.

Debate reúne especialistas em Curitiba

Para ampliar essa discussão, o Crea-PR realiza, no dia 30 de setembro, em Curitiba, o 5º Fórum do Comitê de Estudos Temáticos – Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, com o tema “Atendimento profissional aos desastres naturais e segurança de instalações para veículos elétricos”.

A programação da manhã será dedicada aos desastres naturais e contará com especialistas para discutir os tornados no Brasil, a experiência de Rio Bonito do Iguaçu e a atuação profissional em situações de emergência.

Entre os palestrantes estão o presidente em exercício do Crea-PR, eng. amb. Helder Rafael Nocko, a geógrafa Karin Linete Hornes, o prefeito de Rio Bonito do Iguaçu, Sezar Augusto Bovino, e o cel. QOBM Ivan Ricardo Fernandes, da Defesa Civil.

O Fórum será realizado das 8h30 às 17h, no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em Curitiba, e também terá transmissão online.

Serviço

5º Fórum CET – Defesa Civil e Corpo de Bombeiros
Tema: Atendimento profissional aos desastres naturais e segurança de instalações para veículos elétricos
📅 30 de setembro de 2026
🕣 Das 8h30 às 17h
📍 Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) – Rua Emiliano Perneta, 174 – Centro – Curitiba/PR

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela página de eventos do Crea-PR.

Prevenir é também uma forma de construir. E, diante dos desafios climáticos, a Engenharia tem um papel essencial na construção de cidades mais preparadas, seguras e resilientes.


Comentários

Nenhum comentário.

Deixe um comentário

Comentários com palavras de baixo calão ou que difamem a imagem do Conselho não serão aceitos.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *