COP 30: Consulta pública reúne propostas técnicas de profissionais para enfrentar crise climática
19 de agosto de 2025, às 10h53 - Tempo de leitura aproximado: 1 minuto

O Sistema Confea/Crea e Mútua, com organização do Crea-PA, lançou uma consulta pública nacional voltada a profissionais das Engenharias, Agronomia e Geociências. O objetivo é reunir propostas técnicas fundamentadas para o enfrentamento da crise climática, que serão analisadas e consolidadas em um documento a ser apresentado na 30ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP 30), em Belém do Pará, em 2025.
Protagonismo das Engenharias, Agronomia e Geociências
A crise climática demanda soluções que integrem conhecimento técnico, visão territorial e capacidade de execução. Engenheiros, agrônomos e geocientistas têm papel estratégico nesse processo, pois atuam em áreas críticas como energia, saneamento, mobilidade, agricultura, gestão de resíduos, florestas, água, solo e ordenamento do território.
Essas profissões são responsáveis por transformar diretrizes ambientais em infraestrutura, normas técnicas, projetos e tecnologias de baixo carbono. Ao convocar seus profissionais, o Sistema reafirma sua capacidade de liderar o debate climático e de apresentar soluções aplicáveis à realidade brasileira, especialmente na Amazônia.
Finalidade institucional
As contribuições recebidas subsidiarão a elaboração do Manifesto das Engenharias, Agronomia e Geociências para a Governança Climática. O documento, além de ser o posicionamento técnico qualificado do Sistema Confea/Crea e Mútua para a COP 30, será incorporado como um legado permanente: um repositório de soluções realistas e fundamentadas, com potencial de orientar políticas públicas, investimentos e ações climáticas em escala municipal, regional e nacional.
Eixos temáticos
As propostas podem abranger setores estratégicos para mitigação e adaptação às mudanças climáticas, entre eles:
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Agropecuária de baixo carbono
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Energia e eletricidade sustentáveis
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Mobilidade urbana e transportes
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Gestão de resíduos sólidos
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Mudança de uso da terra, florestas e bioeconomia
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Saneamento ambiental, recursos hídricos e infraestrutura resiliente
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Risco climático, ordenamento territorial e cidades amazônicas
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Inovação tecnológica, empreendedorismo verde e transição justa
Prazo e envio
Os profissionais têm até 31 de agosto de 2025 para enviar suas propostas. As submissões devem ser feitas neste link.
Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: consultapublicacop30@creapa.com.br.
Consultas Públicas
Proposta sobre ” Focar ações nas maiores reduções de GEE’s – Gases Efeito Estufa do Brasil” encaminhada.
Reduzir impostos para os combustíveis renováveis.
Sugiro que todos os países do mundo convertam 20 % de suas propriedades em reserva legal, assim como é feito no Brasil, criem as áreas de preservação permanente nas mesmas proporções que as leis brasileiras, assim com mais florestas no planeta maior será a quantidade de carbono retirado da atmosfera.
Prezados, sou Geógrafa registrada no CREA PR há uns 30 anos Trabalhei como consultora PNUD para o Ministério de Meio Ambiente em 2005 na realização da Conferência Nacional do Meio Ambiente, sob a liderança da Ministra Marina Silva. Também participei da Conference of Parties e Meeting of Parties (COP8/MOP3), realizadas em 2006, em Curitiba. Tenho Doutorado em Ciências pela UFRJ, com pesquisa em tema de Geoplítica e C&T na Amazônia. Escrevo isso tudo para valorizar um pouco o que vou escrever sobre a instituição COP e as instituições intergovernamentais, governamentais, não governamentais e privadas, cujas ideias sobre ambiente têm sido ampla e sistematicamente difundidas e assimiladas popularmente nos últimos 30 anos ou mais: carecem da credibilidade do conhecimento adquirido por meio da aplicação rigorosa do método científico e da exposição pública ao crivo da comunidade científica internacional, considerando os questionamentos eventuais. Os argumentos sobre os quais se apoiam as publicidades institucionais internacionais no tema ambiente são risíveis, mencionam pesquisadores que deixaram esses órgãos há algum tempo por discordarem de metodologias, resultados ou mesmo da politicagem envolvendo uma guerra de informações confusas e simplórias, sob o carimbo “científicos”. Enfim, considerando o que já vi e vivi em relação ao tema “meio ambiente”, manifesto apenas minha surpresa que o CREA tenha aceitado participar desses sistemão confuso. É preciso decidir primeiro: é para falar sobre a realidade das leis da natureza conforme observação e investigação feitas até o momento, usando o método científico e com amplo espaço para discussões de resultados, OU é para divulgar “verdades arranjadas” para justificar ações políticas e econômicas já em andamento pela cúpula financeira internacional? Nesse caso, esses eventos badalados servem apenas para referendar o que já foi decidido. Há material suficiente disponível a qualquer um que queira estudar essa realidade mais a fundo e sair do nível conteúdo midiático, atualmente, tirando suas próprias conclusões Entendo que o CREA já fez esses estudos e elaborou seu entendimento a respeito. E eu, aqui, estou apresentando a minha crítica a isso, supondo que posso, talvez, contribuir um pouco com o debate.
Atenciosamente