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11° CEP do Crea-PR: painel Inovações Tecnológicas

6 de julho de 2022, às 21h32 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

José Maurino de Oliveira Martins (Secretaria de Estado da Fazenda - SEFA), Erika Juliana Dmitruk (Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - SETI) e Marcus Friedrich von Borstel (Federação das Indústrias do Paraná - Fiep)..

A força da engenharia

“Os engenheiros são a maior fonte que as empresas podem ter para gerar inovação tecnológica”, enfatizou o vice-presidente da FIEP, Marcus Friedrich von Borstel, ao abrir o painel sobre Inovação do 11º CEP.

“34 dos 100 melhores CEOs do mundo tinham formação em engenharia, segundo a lista da Harvard Business Review de 2018. E, no Brasil, a edição de 2020 do prêmio Executivo de Valor, do jornal Valor Econômico, premiou 23 gestores em reconhecimento por suas habilidades com gestão e liderança, entre eles: 11 são engenheiros; 7 são administradores; 3 formados em economia e 2 em outras áreas. A importância e necessidade da engenharia num país inovador é fato comprovado”.

Mas o Brasil está longe da inovação. Segundo Marcus, de 2013 para cá, o investimento em tecnologia no país vem em queda. Somente no Ministério da Ciência e Tecnologia, a redução foi de 52% . A iniciativa privada também seguiu o mesmo ritmo.

A dificuldade do país, segundo o vice-presidente da FIEP, é dar vasão ao que é criado por nossos profissionais. “Estamos na 11ª posição entre os países que mais registram número de patentes, mas, em contrapartida, em 57º lugar no quesito Índice Global de Inovação.”.

Para Marcus Friedrich, somente uma força tarefa entre iniciativa pública, privada e universidade, é capaz de mudar um índice como o citado. “O país mais competitivo do mundo é Singapura, o Brasil está em 71º desta lista. O que podemos aprender com Singapura? Lá, os investimentos do governo se concentram há muito tempo em ciência e educação. A prioridade é manter pesquisas relevantes no setor industrial, responsável por cerca de 20% do PIB do país. O governo e o setor produtivo trabalham constantemente para definir onde investir. Todos os anos fazem mais de 1000 projetos — 55% são com multinacionais, 38% com pequenas e médias empresas de outros países e 7% com empresas locais.”

Para o vice-presidente da FIEP, o Brasil necessita vencer o impasse a que está submetido na geração de pesquisa tecnológica. “Isso passa pela transformação digital e pela educação”.

SEPARTEC

“Tem muita gente fazendo muita coisa interessante no nosso Estado, mas eles precisam estar conectados, em sinergia”, disse o secretário executivo do SEPARTEC – Sistema Estadual de Parques Tecnológicos do Paraná, José Maurino de Oliveira Martins.

Segundo Maurino, o Sistema Estadual de Parques Tecnológicos é o instrumento articulador dos Parques Tecnológicos, responsável por criar um ambiente favorável para as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no estado do Paraná. O Sistema tem como diretrizes: governança eficaz para a promoção da inovação; integração e harmonização dos instrumentos já existentes; interlocução permanente com todos os atores de inovação; unidade entre as três esferas de governo e parques tecnológicos como indutores do desenvolvimento regional sustentável “Para movimentar estas diretrizes é necessário o trabalho da Tríplice Hélice: setor produtivo/empresarial + governo + universidades”, destacou Maurino, elencando os Parques Tecnológicos do Paraná e suas respectivas fases:

1 –Operação
BIOPARK-Toledo
TECPAR – Curitiba
PTI – Foz do Iguaçu
FUNDETEC- Cascavel
HOTMILK/PUC – Curitiba
MARINGATECH – Maringá
PATO BRANCO – Pato Branco
CAMPUS DA INDÚSTRIA-CTBA

2 – Implantação
MARINGA TIC- Maringá
UTFPR – Cornélio Procópio
TECNOCENTRO – Londrina
ECO PARQUE – Ponta Grossa
CILLASTECHPARK- Guarapuava

3 – Planejamento
AGRO+I – Paranavaí
UMUARAMA – Umuarama
TECNOCAMPO – Campo Morão
PARQUE DE SOFTWARE CURITBA
UNIÃO DA VITORIA – União da Vitória

As ações prioritárias do SEPARTEC são qualificação de gestores; fundos de apoio à inovação; engenharia de fomento; sistema de avaliação e credenciamento definitivo. “Nosso desafio será apoiar a integração dessas estruturas e garantir a sinergia necessária para que se transformem em ativos de inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, finalizou Maurino.

Tríplice Hélice

A assessora técnica da SETI – Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Erika Juliana Dmitruk, fechou as apresentações dos painéis temático do 11º CEP, detalhando a Hélice Tripla – modelo universal de inovação que, segundo Erika, é o segredo por trás do desenvolvimento do Vale do Silício, por meio da inovação sustentável e do empreendedorismo.

“Não basta constar do texto das Leis que parcerias púbico-privadas promoverão ambientes propícios à inovação. É necessário o comprometimento dos atores envolvidos para que sejam criados os arranjos jurídico-institucionais necessários para instrumentalizar as parcerias almejadas”, ressaltou a assessora técnica do SETI.

Volte para a matéria principal para ver como foram os outros painéis do dia. 


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