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Acesso em 06/05/2021 às 06h41.

Engenharia a frente da manutenção de equipamentos odonto-médico-hospitalares durante a pandemia

12 de agosto de 2020, às 12h25 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

As instituições de saúde, como hospitais e clínicas, operam com máxima capacidade desde o início da pandemia. Para evitar a interrupção do atendimento por falhas nos equipamentos, as manutenções odonto-médico-hospitalares são realizadas por Engenheiros Mecânicos e Eletricistas em todo o Estado.

Na Regional Maringá do Crea-PR, os fiscais monitoram as atividades no setor odonto-médico-hospitalar em todos os empreendimentos em que as engenharias, a agronomia e as geociências estão presentes. As atuações dos profissionais de Engenharia da região Noroeste são acompanhadas a partir de dados públicos e dos registros das Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs). A região tem sete empresas habilitadas para prestar serviços em hospitais e clínicas.

São 163 profissionais da Engenharia Elétrica habilitados no Crea-PR para a prestação dos serviços odonto-médico-hospitalares e 172 nas áreas de Engenharia Mecânica e Metalúrgica. Os demais profissionais registrados no Conselho, que também podem realizar serviços em hospitais, são das modalidades de Engenharia de Segurança do Trabalho, Engenharia Civil, Engenharia Química, Agronomia, Agrimensura, Geólogos e Engenheiro de Minas, cada um nas suas respectivas áreas de atuação.

O Engenheiro Eletricista Bruno de Moraes Amaral, de Maringá, presta serviços para uma empresa especializada em manutenções odonto-médico-hospitalares em pelo menos 20 municípios da região Noroeste. São seis anos de experiência em hospitais e dois anos em clínicas. “Tem hospital que faz uma gestão do parque tecnológico de equipamentos médicos hospitalares de acordo com as normas da ONA e ISO 9001, anualmente. Nestes casos, esses equipamentos devem seguir a RDC02/2010. Já nas clínicas, os serviços são por demanda”, destaca.

Em épocas de pandemia, quando algum equipamento quebra ou sofre algum dano, o mesmo recebe uma assepsia no local onde está, antes de ser encaminhado ao setor de Engenharia do hospital. No departamento, o equipamento danificado passa novamente pelo processo de assepsia antes de ser vistoriado. Depois, em alguns casos, o equipamento consertado fica na quarentena, assim como ocorre com a população de maneira geral.

UTI

Devido aos novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamentos relacionados à Covid-19, a demanda por manutenção e revisão de equipamentos que serão instalados nestes espaços aumentou. A vistoria é realizada nos carrinhos de anestesia; monitores multiparamétricos; desfibriladores e cardioversores; eletrocautérios; entre outros itens. “A inspeção para verificar se os aparelhos estão em boas condições de uso dá confiabilidade aos médicos e garante maior qualidade no atendimento dos pacientes durante a realização dos procedimentos”, explica.

As manutenções realizadas em hospitais e clínicas podem ser preditivas, preventivas e corretivas. A melhor forma é a preditiva, pois nela é possível agendar as interrupções e reduzir desmontagens desnecessárias nos equipamentos. O Crea-PR alerta que tanto a instalação quanto a manutenção dos equipamentos deve ser feita por empresas especializadas, com profissionais capacitados que atuam para o funcionamento correto dos aparelhos, buscando a segurança dos pacientes e das equipes.

“Os fiscais do Conselho continuam fazendo o monitoramento, para verificar se os equipamentos odonto-médico-hospitalares estão sendo supervisionados por profissionais devidamente habilitados. Entretanto, é importante que os gestores de clínicas e hospitais mantenham o cronograma de manutenções para garantir a funcionalidade adequada dos equipamentos, minimizando interrupções imprevistas”, alerta o gerente da Regional Maringá, Engenheiro Civil Hélio Xavier da Silva Filho.

 

Carina Bernardino

Assessora de Imprensa do Crea-PR / Regional Maringá


Comentários

  1. Marcio Francisco Barbieri disse:

    Uma pena a falta de citação na matéria da especialização em Engenharia Clínica que agrega conhecimentos fundamentais aos profissionais formados nas engenharias e que atuam na área odonto-medico-hospitalar.
    O Engenheiro Clínico é o profissional que aplica as técnicas da engenharia no gerenciamento dos equipamentos de saúde com o objetivo de garantir a rastreabilidade, usabilidade, qualidade, eficácia, efetividade, segurança e desempenho destes equipamentos, no intuito de promover a segurança dos pacientes.
    Todos os grandes hospitais com certificações de qualidade tem em seu quadro funcional profissionais com esta especialização.

    1. Comunicação Crea-PR disse:

      Olá, Marcio. Tudo bem?

      Você está certo sobre a especialização em Engenharia Clínica não citada na reportagem, profissionais que também atuam nas manutenções de equipamentos odonto-médico-hospitalares. A citação por uma série de motivos. Não ocorreu pois a reportagem é da região Noroeste do Estado, onde há poucos profissionais especializados nesta modalidade. Além dessa questão, a Engenharia Clínica ainda não é reconhecida oficialmente pelo Sistema Confea/Crea e, conforme estabelecido na RDC 02, qualquer profissional de nível superior pode se especializar nesta área, em que o principal foco de atuação é na gestão de hospitais, por isso não a citamos. Mas agradecemos sua participação!

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